
Título: Todo esse amor que inventamos para nós
Autor: Raimundo Neto
Sinopse: Neste volume de contos as vozes são muitas e uma só. Construído numa linguagem poética, é na vida prosaica que os personagens circulam como diante de nossos olhos. Encarnados, pulsantes, naturezas que não cabem nos nomes que recebem. No universo onde a homossexualidade é castrada e violentada, as narrativas encaminham nossa leitura para o interior de necessidades e desejos que raramente são tão bem iluminados. Conduzem o leitor ao interior dos personagens para ouvir “aquele som de caverna esvaziada, inexplorada, e fogueira apagada há milênios”. Os personagens procuram costurar a própria identidade. Costuram o que foi rasgado, rompido, interrompido. Querem ser chamados pelo nome. Mas o nome não nomeia. O trauma prende seus protagonistas ao presente, “o tempo é questão de ferida”, tornando-se insuportável. Neste potente livro o que é limite torna-se limiar, a ferida está sempre prestes a aumentar. A obra investiga a casa como um corpo, o corpo da mãe e o corpo do mundo, o quanto esse corpo é vivo e abrigo, e o quanto ele é a câmara que precede o desfazimento. “Como é que escapa de uma mulher todo esse amor que inventamos para nós na casa?”. Andréa Del Fuego
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Todo esse amor que inventamos para nós”, de Raimundo Neto, publicado pela editora Moinhos, em 2020 e com 154 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Moinhos
Páginas: 154
Ano: 2020
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6550260442
ISBN13: 9786550260446
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,350
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 0,90
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.
