
Título: Tratado de Ateologia
Autor: Mchel Onfray
Sinopse: Em nenhum lugar desprezei aquele que acreditava nos espíritos, na alma imortal, no sopro dos deuses, na presença dos anjos, nos efeitos da prece, na eficácia do ritual, na legitimidade das encantações, no contato com os loas, nos milagres com hemoglobina, nas lágrimas da virgem, na ressurreição de um homem crucificado, nas virtudes dos cauris, nas forças xamânicas, no valor do sacrifício animal, no efeito transcendental do nitro egípcio, nas moinhas de preces. No chacal ontológico. Em nenhum lugar. Mas em toda parte constatei o quanto os homens fabulam para evitar olhar o real de frente. A criação de além-mundos não seria muito grave se seu preço não fosse tão alto: o esquecimento do real, portanto a condenável negligência do único mundo que existe. Enquanto a crença indispõe com a imanência, portanto com o eu, o ateísmo reconcilia com a terra, outro nome da vida. (M.O)
Contexto da obra
Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “Tratado de Ateologia”, de Mchel Onfray, publicado pela editora WMF Martins Fontes - POD, em 2014 e com 240 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.
Editora: WMF Martins Fontes - POD
Páginas: 240
Ano: 2014
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8578277651
ISBN13: 9788578277659
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,282
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 14,00
- Espessura (cm): 1,40
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora WMF Martins Fontes - POD costuma ser um convite a reflexões profundas sobre cultura, filosofia, direito e artes, com um olhar que equilibra rigor acadêmico e acessibilidade. O catálogo privilegia obras que exploram temas como a memória, a ética, a crítica social e as manifestações culturais brasileiras, especialmente as afro-brasileiras, além de abordagens sobre estética e psicologia. O tom é predominantemente analítico e didático, com textos que variam entre ensaios densos e exposições claras, frequentemente com um ritmo que convida à contemplação e ao debate. Há também uma atenção especial à historicidade dos temas, situando-os em contextos sociais e intelectuais que ajudam o leitor a compreender as transformações culturais e políticas.
