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Tratado de versificação

Título: Tratado de versificação

Autor: Glauco Mattoso

Sinopse: Este Tratado de Versificação de Glauco Mattoso, não procura chifre em cabeça de cavalo, ou de égua. A versificação lusófona, quer na terminologia, quer na praxe, comporta dois pontos de vista que equivalem a um olhar masculino e outro feminino na direção do fazer poético. De um lado, as musas que inspiram o bardo, o vate, o menestrel ou o cantador, e as divas que lhe declamam os poemas nos saraus e recitais; do outro lado, as poetisas que abrem mão do gênero frágil e querem ser “poetas”, ainda que não se encontrem “bardas”, “vatas”, “menestrelas” ou “cantadoras” para representar a faceta fêmea do ofício lírico. No meio do tiroteio, em lugar do cego violeiro ou rabequista, este cego soneteiro e glosador, disposto a rastrear os passos do compasso métrico e a desmistificar o machismo e o feminismo subjacentes nos parâmetros da composição do poema. Não se pretende uma androginia normativa, nem um matriarcado literário. Nada de revoluções poético-políticas. A proposta aqui é revisitar as trilhas (ou antes, os trilhos) da versificação e revitalizar os figurinos da poesia sob a óptica (ou ótica) do ouvido, isto é, revalorizar o conceito da “musa” no aspecto “musical” do poema. (Contra-capa do livro)

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Tratado de versificação”, de Glauco Mattoso, publicado pela editora Annablume, em 2010 e com 348 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Annablume

Páginas: 348

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8539101068

ISBN13: 9788539101061

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Glauco Mattoso é um mergulho em universos onde o rigor formal da poesia se encontra com temas pouco convencionais, como fetiches, escatologia e experiências homo e heterossexuais. A prosa e a poesia se entrelaçam em ritmo intenso, ora com humor ácido, ora com ironia amarga, revelando uma voz que desafia a rigidez das formas tradicionais. A tensão entre o clássico e o subversivo cria uma atmosfera de estranhamento produtivo, que convida o leitor a revisitar a linguagem e a moralidade. A cegueira do autor, mencionada em várias obras, parece intensificar a densidade emocional e a urgência do texto, que não se furta a explorar a sexualidade e o desejo com crueza e precisão. Os livros de Glauco Mattoso propõem uma experiência de leitura que é ao mesmo tempo erudita e irreverente, onde o leitor é levado a confrontar limites estéticos e sociais.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Annablume oferecem uma experiência de leitura que combina rigor acadêmico com abordagens interdisciplinares, explorando temas como sociologia, filosofia, história cultural e arte. O catálogo privilegia textos densos e reflexivos, muitos deles frutos de pesquisas acadêmicas aprofundadas, que dialogam com áreas como educação, música, urbanismo e comunicação. A linguagem tende a ser analítica e cuidadosa, com obras que investigam desde movimentos sociais e produções artísticas até questões filosóficas e históricas, sempre com atenção ao contexto e às múltiplas camadas de significado.

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