
Título: Tratado dos Anjos Afogados
Autor: Marcelo Ariel
Sinopse: Tratado dos anjos afogados' é o relato andarilho de um homem que se viu lançado como que no Inferno de Dante, representado no livro pela cidade industrial de Cubatão, onde reside o autor. Neste opressivo ambiente, anjos (ou demônios?) afogados tentam romper o obscuro. Seres subterrâneos acenam de dentro de um sonho (ou de um pesadelo?). Poesia metafísica a partir da realidade da periferia, o livro reúne poemas sobre chacinas e presídios, com teor testemunhal. SIM AOS AFOGADOS - Prefácio de Mariana Ianelli* “Fala-se em vão de justiça, enquanto o maior dos navios de guerra não se despedaçar contra a fronte de um afogado” - Paul Celan Aqui não atravessamos o poema: somos por ele varados. Ficamos abertos, fendidos para o encontro, “vítimas vivas / do tempo”, no fogo ondulante entre o ainda-não e o não-mais. Somos passagem, sopro que anima o poema e dá vôo à grande Fênix que ele foi, é e será. Chegamos a esta clareira da presença, a este Ainda-e-Sempre de que falava Paul Celan, poeta de luz submersa em sombra, de quem Marcelo Ariel conhece a flor. “Suavemente penetrei num jardim / onde a única árvore existe”, canta Ariel. Aqui estamos, onde o sonho se cristaliza, aqui nos encontramos, onde a orquídea do silêncio se arregaça, juntos colhemos da palavra o seu bastante: tudo o que lhe falta dizer.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Tratado dos Anjos Afogados”, de Marcelo Ariel, publicado pela editora Letraselvagem, em 2008 e com 215 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Letraselvagem
Páginas: 215
Ano: 2008
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8561123001
ISBN13: 9788561123000
Sobre a editora
Os livros da editora LetraSelvagem costumam oferecer experiências de leitura densas e reflexivas, frequentemente explorando a condição humana em suas contradições e complexidades. O catálogo revela uma preferência por narrativas que transitam entre o realismo social e o fantástico, com personagens que enfrentam dilemas existenciais, memórias ancestrais e ambientes marcados por tensões históricas ou naturais. A linguagem, em geral, é rica e cuidada, ora poética e introspectiva, ora direta e com forte apelo sensorial, convidando o leitor a uma imersão tanto na alma dos personagens quanto nos cenários profundamente localizados. Há obras que se aproximam do romance de arte e outras que investem na crônica social, com um tom que varia entre o melancólico e o esperançoso, o erudito e o popular.
