
Título: Trilogia De Alice
Autor: Tom Murphy
Sinopse: Trilogia de Alice justapõe três momentos na vida de uma mulher irlandesa de classe média alta àbeira da loucura e prestes a se exilar de si mesma e do mundo. A peça se passa nos anos 1980, 1990 e 2005: um tríptico que delineia a evolução de Alice e do universo interior dessa personagem angustiada. A coleção Tom Murphy, publicada em quatro volumes, é composta das peças Um assovio no escuro (1961); O concerto de Gigli (1983); Bailegangaire (1985); e Trilogia de Alice (2005). Trilogia de Alice estreou no Royal Court Theatre, em Londres, em novembro de 2005. As três partes da peça, que são praticamente obras independentes, se passam nas décadas de 1980 e 1990, e em 2005. A primeira vista, Trilogia de Alice se afasta bastante dos eixos temáticos predominantes na obra de Murphy: o oeste da Irlanda e a emigração. O tema do exilio, ainda que psicológico, entretanto, está presente, pois a peça justapõe momentos diferentes na vida de uma mulher em desespero, em aparente processo de exílio de si mesma e do mundo: uma personagem presa em um pesadelo interior durante anos. Relações familiares permeiam a peça: a difícil relação de Alice com a mãe; o relacionamento infeliz de seus pais: o estranhamento e a intransponível distância do marido. O que mais parece ter atraído a atenção de críticos e plateias em Trilogia de Alice, porém, é, de fato, o universo de agonia interior e solidão dessa personagem feminina angustiada. Beatriz Kopschitz Bastos TOM MURPHY nasceu em 23 de fevereiro de 1935, em Tuam, Condado de Galway, Irlanda, e morreu em Dublin, em 15 de maio de 2018, aos 83 anos de idade. Mais jovem de uma família de dez filhos, ele presenciou a emigração gradual de seus irmãos para Birmingham, na Inglaterra. Sozinho com a mãe, Murphy começou a trabalhar na fábrica de açúcar local e, mais tarde, tornou-se professor de metalurgia. Iniciou sua carreira como dramaturgo no final da década de 1950 e, ao longo dos anos, trabalhou junto ao Abbey Theatre, em Dublin, e ao Druid Theatre, em Galway. Murphy é doutor honoris causa pelo Trinity College Dublin e pela National University of Ireland Galway. Em 2013, recebeu a Medalha Ulysses, a maior honra do University College Dublin. Vencedoras de muitos prêmios, as peças de Tom Murphy já foram encenadas, além de na Irlanda, sua terra natal, no Reino Unido e em vários países da Europa, América do Norte e do Sul. Seu trabalho se caracteriza por um experimentalismo na forma e no conteúdo, e seus temas recorrentes incluem o oeste da Irlanda e a emigração; a busca por redenção e esperança; violência; niilismo e desespero — sem perder de vista a presença do riso, do humor e a possibilidade de amor e transcendência.
Contexto da obra
Na área de Cinema e Artes Performáticas, livros como este costumam ampliar repertório e leitura crítica. “Trilogia De Alice”, de Tom Murphy, publicado pela editora Iluminuras, em 2020 e com 132 páginas, integra a categoria Livros de Cinema e Artes Performáticas. Esse contexto costuma ser útil para entender melhor o alcance formativo e interpretativo do livro.
Editora: Iluminuras
Páginas: 132
Ano: 2020
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8573216204
ISBN13: 9788573216202
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,400
- Altura (cm): 13,00
- Largura (cm): 20,00
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
