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Um Deus Dormiu Lá Em Casa

Título: Um Deus Dormiu Lá Em Casa

Autor: Guilherme Figueiredo

Sinopse: A história cômica de Anfitrião é aproveitada por inúmeros dramaturgos, desde a Antigüidade, e o exemplar mais antigo que se conhece é de Plauto. O deus Júpiter, desejando possuir a mortal Alcmena, assume a identidade de seu marido, o general Anfitrião, e, na companhia de Mercúrio, por sua vez disfarçado de Sósia, o servo do general, entra na casa da mulher um dia antes de Anfitrião voltar da guerra. Na maioria dos textos, a chave de comicidade consiste na série de mal-entendidos provocados com a volta do verdadeiro general, principalmente em cenas como a do encontro entre o falso Sósia e o verdadeiro. Em Um Deus Dormiu Lá em Casa, Guilherme Figueiredo modifica o enredo original ao eliminar as personagens Júpiter e Mercúrio: o espectador vê apenas Anfitrião, que, ao voltar da guerra, para testar a fidelidade de sua esposa, se apresenta a ela como a encarnação de Júpiter sob a aparência humana de Anfitrião. A comicidade é mantida pelo jogo de enganos: Anfitrião pensa que engana Alcmena, que, desde o início, percebe o estratagema do marido. Esta opção conduz a linguagem a uma perspectiva eminentemente realista, uma vez que os espectadores têm o mesmo ponto de vista de Alcmena, isto é, só vêem o que é humano.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Um Deus Dormiu Lá Em Casa”, de Guilherme Figueiredo, publicado pela editora Serviço Nacional de Teatro, em 1973 e com 42 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Serviço Nacional de Teatro

Páginas: 42

Ano: 1973

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Guilherme Figueiredo conduz a experiências variadas, onde o tom pode oscilar entre o satírico e o realista, o histórico e o imaginativo. Em alguns momentos, o ritmo é marcado por uma narrativa envolvente que mistura fantasia e crítica social, enquanto em outros predomina uma prosa mais densa e documental, com foco em memórias e análises culturais. A tensão frequentemente reside na relação entre personagens e contextos de poder, seja em ambientes rurais marcados pela violência, seja nos bastidores da política e da cultura. A construção dos personagens tende a revelar suas contradições e resistências, oferecendo ao leitor uma visão multifacetada da realidade brasileira e suas camadas históricas. Em meio a esses contrastes, os livros de Guilherme Figueiredo convidam o leitor a refletir sobre o papel da memória, da identidade e da linguagem na construção do sentido.

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