Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Um guri daltônico”, de Carlos Urbim, publicado pela editora tchê!, em 1984 e com 42 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
A leitura dos livros de Carlos Urbim costuma transportar o leitor para um universo onde passado e presente se entrelaçam com naturalidade, especialmente no Rio Grande do Sul. A prosa é acessível e muitas vezes dialoga diretamente com o público infantojuvenil, mas não se limita a isso, alcançando leitores de diferentes idades. A narrativa se constrói com uma mistura de leveza e delicadeza, ora trazendo o ritmo mais contemplativo da história regional, ora adotando um tom lúdico e envolvente. A presença constante de personagens jovens e suas experiências cotidianas cria uma sensação íntima, enquanto o cenário histórico e cultural confere densidade e relevância. Essa combinação faz com que os livros de Carlos Urbim sejam uma porta para reflexões sobre memória, identidade e o modo como histórias pessoais se conectam a acontecimentos maiores.