
Título: Um Postal de Detroit
Autor: João Ricardo Pedro
Sinopse: Em Setembro de 1985 dá-se um choque frontal de comboios em Alcafache. Algumas das vítimas mortais, presas nas carruagens a arder, nunca chegam a ser identificadas. No dia seguinte, a mãe de Marta recebe um inesperado telefonema informando que a mochila da filha - estudante de Belas-Artes - apareceu entre os destroços. Partindo dos cadernos de desenho de Marta - uma espécie de diários visuais que espelham um quotidiano tão depressa sórdido como maravilhoso -, o narrador deste romance tenta recriar os passos da irmã nos tempos que antecederam o acidente. E, enquanto o faz, dá-nos a conhecer um leque de figuras absolutamente inesquecíveis, entre as quais se contam prostitutas, boxeurs, polícias e assassinos, mas também anjinhos de procissão, médicos e senhoras da caridade. E, claro, ele próprio - o mais ausente dos cadernos de Marta. Depois do celebrado O Teu Rosto Será o Último, que venceu o Prémio LeYa em 2011 e foi traduzido em cerca de dez línguas, incluindo chinês e árabe, João Ricardo Pedro regressa à ficção com um romance delirante e avassalador sobre a ténue fronteira que existe entre sanidade e loucura e os laços perturbadores que tantas vezes unem a vida à arte.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Um Postal de Detroit”, de João Ricardo Pedro, publicado pela editora Dom Quixote, em 2016 e com 224 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Dom Quixote
Páginas: 224
Ano: 2016
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9789722059497
Sobre a editora
Os livros da editora Dom Quixote costumam oferecer uma experiência de leitura que mescla densidade histórica e humana, frequentemente explorando os efeitos do passado sobre a vida individual e coletiva. O catálogo apresenta narrativas que transitam entre o íntimo e o político, com personagens que enfrentam dilemas morais, memórias dolorosas e transformações sociais, seja em contextos de guerra, regimes autoritários ou mudanças culturais profundas. O tom varia do contemplativo ao tenso, com histórias que vão do romance histórico ao thriller, passando por relatos de sobrevivência e ficção especulativa. A linguagem tende a ser elaborada, convidando o leitor a uma reflexão cuidadosa, e o ritmo pode oscilar entre o meditativo e o urgente, conforme o tema.
