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Universo: As Inteligências Extraterrestres

Título: Universo: As Inteligências Extraterrestres

Autor: Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Sinopse: Muito ganhamos e perdemos nesta segunda metade do século XX. Uma parte não desprezível desses lucros e perdas se deve à Astronomia e às pesquisas espaciais. Fomos à Lua e, de algum modo, fomos a Vênus, Marte, Júpiter, atravessamos sem um arranhão o cinturão de asteroides. A estas horas, uma nave automática se dirige para fora do sistema solar, levando nossa imagem e nossa música. Leva também uma bela mensagem, que há vinte anos seria pura ficção científica. "Nós, o Homo Sol, habitantes do planeta Terra, desejamos ingressar na Confederação Galáctica"... As palavras não são exatamente essas, mas o sentido é. Clarke e Asimov se reconhecem no projeto de Carl Sagan. Haverá lugar para nós na Confederação Galáctica? O astronomo brasileiro Ronaldo Rogério de Freitas Mourão refere-se a, pelo menos, 1 milhão como sendo o número de prováveis civilizações galácticas altamente avançadas. Por que, então, jamais recebemos até hoje as visitas de outras civilizações? Seriam mesmo, essas supercivilizações, "eternas prisioneiras de seu próprio sistema planetário, em virtude das enormes distâncias interestelares"? Para Mourão, "se raramente se confirmam as previsões otimistas da ficção científica, devemos lembrar que, às vezes, também não se confirmam (felizmente) as previsões pessimistas da ciência". Nesse embate cordial entre ciência e ficção, perdemos os canais de Marte, os oceanos de Vênus, a superfície sólida de Júpiter, a invasão dos marcianos em 1960, a guerra nuclear nas décadas de 50/60, mas ganhamos vulcões em Marte e no satélite Io, anéis em Júpiter e Urano, um companheiro para o frio Plutão, uma rotação mais rápida para Mercúrio e mais lenta para Vênus, e a paz. Os mistérios, um a um, se dissipam. Por tudo isso, o bom cientista (não o técnico, o especialista no parafuso de cabeça boleada nº 5) deve ser, e geralmente é, humanista, um curioso e um homem dotado de imaginação criadora. Poucas ciências se expandiram mais do que a Astronomia, a qual saltou para além dos cálculos matemáticos. Os astrônomos não se contentam mais em catalogar estrelas. Sir Harold Spencer Jones. Astrônomo Real, escreve Life on Other Worlds. Fred Hoyle, aos seus livros de Astronomia e às suas aulas em Cambridge e na Califórnia, junta alguns romances de ficção científica, prefacia Ray Bradbury. Chklovski, diretor do Instituto de Astrofísica de Moscou, tece hipóteses sobre a conquista do Cosmo na obra, cheia de epigrafes poéticas, Universo Vida Razão. Nessa grande família de astrônomos pensadores e criadores se inscreve, desde muito, o Professor Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Tive a honra de apresentar um de seus livros, Alô Galáxia (Linha Ocupada). Pude conhecê-lo melhor quando o entrevistei acerca da aproximação entre ciência e ficção, especialmente nos filmes. Alguns dos artigos seus que me serviram de roteiro se acham neste Universo: As Inteligências Extraterrestres. Não me cabe, obscuro leigo, chamar a atenção para as excelências de seu conhecimento científico. O que torna este livro uma leitura sobremodo atraente para todos os públicos é a maneira clara e elegante quase diria, também, amena se não fosse um adjetivo traiçoeiro - como ele aborda e expõe temas difíceis e altamente especializados, fazendo com que sintamos sua atualidade e sua importância em nossa vida e em nosso futuro. Entre o Problème Martien, de Vaucouleurs, e o Space Frontier, de Von Braun, Ronaldo Rogério de Freitas Mourão sabe estabelecer o meio-termo ideal para efeito de comunicação com o leitor. Sua posição é otimista, mas não utópica. Sua antevisão é arrojada, mas critica e atenta às contingencias econômicas, sociais e politicas que regem a aplicação da ciência e da tecnologia. O humanista esclarece um detalhe nas Cartas Chilenas, onde surge misterioso cometa. O homem de imaginação especula sobre os seres extraterrestres. É muito curioso o trabalho sobre a astronomia dos nossos índios. E muito pertinente a observação de que protestamos contra o alto custo das pesquisas espaciais, mas gastamos o dobro com chicletes. FAUSTO CUNHA

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Universo: As Inteligências Extraterrestres”, de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, publicado pela editora Francisco Alves, em 1980 e com 244 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Francisco Alves

Páginas: 244

Ano: 1980

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ronaldo Rogerio de Freitas Mourao conduz o leitor a uma experiência que combina rigor científico com uma curiosidade quase poética sobre o cosmos. A prosa se move entre o detalhamento técnico e a evocação do imaginário coletivo ligado ao universo, criando um ritmo que alterna entre o didático e o contemplativo. Há uma tensão sutil entre o conhecimento objetivo e as perguntas que permanecem abertas sobre a existência de vida fora da Terra, o que mantém o interesse vivo sem apelar para certezas fáceis. O foco está tanto na explicação clara de fenômenos astronômicos quanto na exploração dos mitos, histórias e especulações que acompanham a humanidade na sua relação com o céu. Em alguns momentos, a narrativa se torna mais acessível, convidando o leitor leigo a acompanhar temas complexos sem perder a sensibilidade para a vastidão do universo.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora FRANCISCO ALVES apresentam uma experiência de leitura marcada pela diversidade temática e pela profundidade narrativa. O catálogo reúne desde romances que exploram trajetórias pessoais e sociais em cenários brasileiros, como a vida difícil de migrantes urbanos, até obras que discutem questões institucionais e históricas, como estratégias de defesa nacional e análises diplomáticas. Há também espaço para literatura de mistério com investigação policial detalhada, além de textos que abordam a memória, o tempo e a identidade sob perspectivas literárias e filosóficas. O tom varia entre o introspectivo e o investigativo, com narrativas que podem ser densas e reflexivas ou carregadas de tensão e suspense. O material de apresentação indica ainda uma preocupação com a construção cuidadosa dos personagens e o entrelaçamento de histórias pessoais com contextos mais amplos.

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