
Título: Vadios e Imorais: Preconceito e discriminação em Sorocaba e Médio Tietê
Autor: Carlos Carvalho Cavalheiro
Sinopse: Para que uma sociedade humana possa acatar a escravidão como legítima e justa forma de trabalho, são necessários alguns ajustes morais e éticos, neutralizadores de culpas e arrependimentos que a vil exploração possa, eventualmente, causar nas mentes e almas menos preparadas para lidar com os horrores do ódio. Tais ajustes, essencialmente, referem-se à criação de conceitos desfavoráveis em relação à população da qual se deseja usurpar os direitos e, no caso específico dos negros, não foram poupados esforços no desenvolvimento e disseminação de mitos sobre sua origem diabólica, maldita e punitiva, sobre suas fraquezas de caráter, mínima inteligência e quase total incapacidade de manifestar sentimentos nobres. Por força de lei, e não de consciência, a escravidão foi abolida, mas o preconceito, muito bem fundamentado pela prática sistemática da propaganda, ainda persiste, ecoando por mais de um século. Este livro, como o próprio título sugere, traz à luz a indignação da servidão, a crueldade do preconceito e nos coloca face a face com aquilo em que a História, ironicamente, nos tornou, a todos: Vadios e Imorais.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Vadios e Imorais: Preconceito e discriminação em Sorocaba e Médio Tietê”, de Carlos Carvalho Cavalheiro, publicado pela editora Crearte, em 2010 e com 126 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Crearte
Páginas: 126
Ano: 2010
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8598478954
ISBN13: 9788598478951
Sobre a editora
Os livros da editora Crearte convidam o leitor a explorar narrativas que transitam entre o histórico e o poético, com um olhar atento às raízes culturais e sociais brasileiras. O catálogo traz obras que investigam o passado de cidades e regiões, revelando histórias locais por meio de detalhes como lendas, mitos e a memória coletiva, além de poesias que capturam sensações urbanas e existenciais. Há uma presença marcante do ensaio e da pesquisa rigorosa, mas também da expressão artística mais livre, como a poesia e a literatura infantil ilustrada. Essa combinação cria um ritmo de leitura que ora é denso e reflexivo, ora leve e sensível, contemplando diferentes formas de se relacionar com a cultura e a identidade.
