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Vício Inerente

Título: Vício Inerente

Autor: Thomas Pynchon

Sinopse: Neste livro de Pynchon, um detetive particular investiga uma conspiração que envolve surfistas, traficantes, contrabandistas e uma agiota assassina e amante de jazz. Uma trama que mistura conhecimento enciclopédico e temas do cotidiano, loucura e sensibilidade. Homenagem aos livros de Dashiel Hammet e Raymond Chandler e retrato mordaz da Califórnia no início dos anos 1970, Vício inerente marca a volta de Thomas Pynchon ao cenário de dois de seus romances, Vineland e O leilão do lote 49. Porém, enquanto estes livros registravam o auge do Flower Power, Pynchon agora explora o outro movimento da curva, a hora que o impulso começa a ceder, e que as forças contrárias àquela revolução cultural sui generis mostram a que vieram.O centro de tudo é o detetive particular Doc Sportello, espécie de Sam Spade depois de uma maratona de LSD e maconha, que é contratado por uma ex-namorada para investigar o sumiço de um poderoso barão do mercado imobiliário. Esse desaparecimento é parte de uma conspiração maior, que envolve surfistas, traficantes, contrabandistas, policiais corruptos e a temível entidade conhecida como Presa Dourada, que pode ou não ser um golpe de evasão fiscal bolado por dentistas.O clima predominante, como nos outros livros do autor, é o de paranoia. Cada curva na investigação de Sportello abre para uma nova conspiração, e cada conspiração interliga-se às outras, num emaranhado de suspeitas, traições e reviravoltas. Que podem ou não ser reais, a depender do flutuante estado mental de nosso detetive.Como sempre, Pynchon faz da trama um meio de destilar seu conhecimento divertidamente enciclopédico acerca de tudo, da melhor técnica parase montar um penteado afro às particularidades do saxofone na surf music dos anos 1960. Ainda que muito bem-humorado, por debaixo da história corre um grande romance sobre solidão, amizades, os tempos que mudam e as coisas que perdemos no caminho.Foi nesse misto de erudição e humor, paranoia e sensibilidade, que Pynchon se firmou como um dos grandes autores da literatura contemporânea.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Vício Inerente”, de Thomas Pynchon, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2010 e com 464 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 464

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535917748

ISBN13: 9788535917741

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,550
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 2,70

Sobre o autor

A leitura dos livros de Thomas Pynchon oferece uma experiência densa e multifacetada, onde o ritmo pode oscilar entre a fluidez lírica e a complexidade quase labiríntica. O leitor é convidado a navegar por narrativas que misturam humor ácido e lirismo surpreendente, com personagens que transitam entre o real e o fantástico, em ambientes que vão do rigor histórico a universos psicodélicos e pós-modernos. A tensão se constrói tanto na elaboração de tramas intricadas quanto na exploração de temas como tecnologia, cultura e identidade, deixando perguntas abertas sobre o sentido e a ordem do mundo. A prosa, ora exuberante e detalhista, ora irônica e fragmentada, exige atenção e entrega, tornando a leitura um convite para desconstruir e reconstruir sentidos. O catálogo revela que os livros de Thomas Pynchon desafiam o leitor a se perder e se encontrar em histórias que misturam o concreto e o imaginário.

Ver mais sobre o autor

Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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