
Título: Você esqueceu uma coisa aqui
Autor: Rafael Mantovani
Sinopse: Rafael Mantovani é um poeta brasileiro nascido em 1980 que vive hoje entre a Alemanha e Portugal. Nesse segundo livro de poemas, o autor traz de volta a ironia marcante de Cão, seu livro de estreia, que alivia o peso dos descontentamentos que surgem a partir uma visão crítica acerca da vida e dos desejos que a atravessam. Esse mesmo desejo se situa entre a experiência e a criação, moto-contínuo do livro, que traz a poesia como recolha de um cotidiano marcado pelas interferências do hiper-contemporâneo: atores pornôs, e-mails compridos demais, fotografias que nunca serão reveladas. Os encontros e as perdas a partir deles criam imagens fortes, potentes, que, mesmo a partir de um sujeito perdido e multifacetado, ainda produzem ressonâncias entre o poético e o biográfico, como o eu que se perde mentalmente na busca de um poema enquanto o parceiro lambe seu cu. Você esqueceu uma coisa aqui é, além de um livro de poemas, um documento criativo dos afetos que circundam nossa geração atual.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Você esqueceu uma coisa aqui”, de Rafael Mantovani, publicado pela editora Edições Macondo, em 2019 e com 88 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Edições Macondo
Páginas: 88
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788593715228
Sobre a editora
Os livros da editora Edições Macondo costumam apresentar uma poesia que se inscreve na urgência do tempo, atravessada por temas como corpo, gênero, sexualidade e identidade. A leitura frequentemente traz uma densidade formal e imagética, com vozes que transitam entre o íntimo e o coletivo, o político e o sensível, muitas vezes explorando a fragmentação do eu e as tensões do cotidiano contemporâneo. O catálogo mostra obras que dialogam com experiências de violência, exílio, loucura e ancestralidade, alternando entre um tom mais ritualístico e outro mais direto, quase documental. Há uma atenção particular ao corpo como território e à linguagem como instrumento de resistência e invenção, com textos que desafiam o leitor a permanecer no incômodo e na reflexão.
