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A BIOPOLÍTICA NO “SÉCULO” DO CÉREBRO

Título: A BIOPOLÍTICA NO “SÉCULO” DO CÉREBRO

Autor: Adilson Luiz da Silva

Sinopse: A Biopolítica no “século” do cérebro: educação, aprimoramento cognitivo e produção de capital humano lança um olhar sobre os avanços das neurociências, principalmente a partir de 1990, e foca no discurso acadêmico e laboratorial que apregoa a equivalência entre o cérebro e o indivíduo. Com o passar do tempo, em virtude das mídias, da preocupação com o sofrimento psíquico e a saúde mental, entre outros fatores — e ultrapassando seu espaço originalmente especializado —, esse discurso acabou por popularizar-se. Hoje, o cérebro tornou-se uma espécie de “ator social”, um ponto de referência para os processos de subjetivação e condução da vida; seu funcionamento é correlacionado a praticamente todos os aspectos humanos: moral, inteligência, humor, desempenho, eficiência, educação, entre outros. O objetivo deste trabalho é mostrar a inserção desse órgão na moderna lógica do homo oeconomicus e, paralelamente, sinalizar que o governo atual da vida está exigindo seu mapeamento e sua manipulação. Ao se apropriar de noções das neurociências cognitivas, como plasticidade e neuroquímica, a biopolítica contemporânea, e seu ideal de aperfeiçoamento do indivíduo-empresa, amplamente divulgado pela racionalidade neoliberal, encontra no cérebro um dispositivo de modelagem subjetiva e, fundamentando-se neste, desenvolve tecnologias de gestão do self. Dentre essas tecnologias, destaca-se o neuroaprimoramento farmacológico, a neuroascese e a neuroeducação, defendendo a tese de que o projeto contemporâneo de governamentalidade da vida ganhou contornos demasiadamente sutis, sendo realizado por meio da gestão dos fenômenos mentais, entendidos agora como o resultado de processos neurais. Governar ou resistir passa pelo registro do cérebro — seja no trabalho, seja nos lares ou na escola, os indivíduos são, agora, sujeitos cerebrais.

Contexto da obra

Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “A BIOPOLÍTICA NO “SÉCULO” DO CÉREBRO”, de Adilson Luiz da Silva, publicado pela editora Appris Editora, em 2021 e com 199 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.

Editora: Appris Editora

Páginas: 199

Ano: 2021

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 6525016819

ISBN13: 9786525016818

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,300
  • Altura (cm): 23,00
  • Largura (cm): 16,00
  • Espessura (cm): 2,00

Sobre a editora

Os livros da editora Appris Editora apresentam um olhar atento a temas contemporâneos e questões sociais, educacionais e culturais, com textos que transitam entre análises teóricas e relatos práticos. A experiência de leitura frequentemente envolve reflexões críticas sobre educação, saúde, direitos humanos e práticas profissionais, com uma linguagem que varia entre o acessível e o acadêmico, sempre com densidade conceitual. O catálogo indica uma preocupação com a formação de sujeitos em contextos diversos, desde a infância até a vida adulta, e com temas que dialogam com políticas públicas, inovação e práticas interdisciplinares. Há obras que exploram desde o ensino formal e suas metodologias até debates sobre sexualidade, envelhecimento, cultura e memória, revelando um perfil editorial que privilegia o aprofundamento e a problematização social.

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