
Título: A Carta Paralela
Autor: Sérgio Schaefer
Sinopse: A chegada dos primeiros navegadores portugueses ao litoral da Bahia, como descrita na Carta do Descobrimento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, é uma longa história, literalmente. Já deu muito pano para manga, e nem se sabe direito o que foi efetivamente coberto ou descoberto (por esses panos retóricos ou linguísticos) e, afinal de contas, quem descobriu quem, e o que. É numa afirmação Mino Carta que Sérgio se inspira para sair a navegar por águas nunca dantes navegadas, as que conformam uma carta paralela à original de Caminha (o que, simbolicamente, “caminhou” em forma de palavras por sobre as águas entre dois continentes). “As histórias nunca contam as verdadeiras estórias”. Eis por que, de certo modo, sempre desconfiamos das verdades da própria história, e somos muito mais propensos a acreditar, e a apostar nossas fichas, nas verdades das “estórias”. Se a Carta de Caminha pretendeu ser História, a Carta de Schaefer faz questão de se dizer e se revelar “estória”, e assim estará livre para ver, ouvir, cheirar, apalpar, saborear, ouvir tudo o que os primeiros portugueses, contidos ou fechados em seus sentidos, não captaram. Quando a Carta de Schaefer faz que não vê ou não ouve, o leitor, sortudo, vê, ouve, sente. E descobre. Oh se descobre.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Carta Paralela”, de Sérgio Schaefer, publicado pela editora Gazeta, em 2017 e com 170 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Gazeta
Páginas: 170
Ano: 2017
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8563336940
ISBN13: 9788563336941
Sobre a editora
Os livros da editora Gazeta convidam o leitor a navegar entre narrativas que exploram memórias, lugares e emoções sob múltiplos olhares. As obras frequentemente dialogam com a história, seja revisitandopassagens do passado com um tom reflexivo e sensível, seja apresentando perspectivas subjetivas que desafiam versões oficiais. A poesia aparece com delicadeza, marcada por um humor sutil e domínio formal, enquanto o texto narrativo pode variar entre o intimista e o coletivo, com personagens que transitam entre o cotidiano e o imaginário. O ritmo das leituras oscila entre a contemplação e a leveza, com um tom que ora é mais poético, ora mais próximo da crônica, sempre valorizando a experiência sensorial e afetiva.
