
Título: A cidade como um jogo de cartas
Autor: Carlos Nelson F. dos Santos
Sinopse: O livro trata da história do planejamento urbano no Brasil, a partir da colonização, com intuito de gerar diretrizes para o planejamento das cidades de Roraima. “A cidade como um jogo de cartas” é uma metáfora sobre os jogos de poder que acontecem nas cidades com as regras das partidas e baralho. No Brasil, os arquitetos e urbanistas vêm construindo padrões que seguem as seguintes orientações: Os valores são analisados em representações simbólicas e materiais e a partir dessas trocas e desses usos são feitas sínteses e análises. Essas, por sua vez, são, reciprocamente, geradoras de práticas positivas e teóricas, resultando por um lado “culturalismo”, onde os loteamentos são soluções, e por outro “racionalismo”, onde o conjunto habitacional é a resposta. Enquanto isso, a população analisa de outra forma: Os valores são chocados com os símbolos, representações e necessidades materiais. E a população faz a experiência entre os usos e as trocas na vida real. As respostas a esse esquema só poderão ser sustentadas dentro de um propósito muito mais amplo de politização e democratização do conhecimento sobre espaço, que devem acontecer com aplicações, não sendo assim serão “puro diletantismo” teórico, afirma Carlos Nelson. Portanto, “O especialista [do espaço urbano] deverá assumir um novo papel dentro dessa perspectiva. Ele é aquele que segue a partida com interesse, procura esclarecer dúvidas e pontos obscuros e funciona como mediador, aconselhando a atualização de estudos e modos de agir, à medida que verifique sua superação.” Então destrincha cada item do projeto urbano, da infra-estrutura as escalas de projeto. A rua, o lote, o bairro, enfim, a cidade. Conclui afirmando que “há 50 anos somos modernos. O resto do mundo até já se converteu em um duvidoso pós-modernismo. Aqui, no entorno nem isso surgiu de forma convincente. Vivemos num estranho moderno de antigamente.” Ou seja, sua tentativa é afirmar os equívocos e esquemas dos projetos idealistas. Revelando a necessidade dos projetos serem vinculados à materialidade. Em outras palavras, propõe um “novo” racionalismo, que dê a devida atenção às escalas do projeto e a importância necessária ao profissional de arquitetura e urbanismo. Seu intuito é desmistificar que as escolas de planejamento tenham relações incomunicáveis, propondo um projeto vivo e ligado ao seu tempo.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A cidade como um jogo de cartas”, de Carlos Nelson F. dos Santos, publicado pela editora Projeto, em 1988 e com 192 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Projeto
Páginas: 192
Ano: 1988
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8571650012
ISBN13: 9788571650015
Sobre a editora
Os livros da editora PROJETO trazem uma experiência de leitura marcada por uma linguagem acessível e envolvente, que combina humor, emoção e um toque de suspense. Muitas obras exploram o universo infantil e juvenil com personagens que vivem aventuras cotidianas e dilemas afetivos, sempre com uma narrativa que respeita a inteligência do leitor mais jovem. A presença constante de ilustrações, que vão do nanquim à colagem, reforça o diálogo entre texto e imagem, ampliando o impacto sensorial da leitura. O catálogo sugere uma atenção especial à poesia e às micro-narrativas, com textos que brincam com sons, repetições e jogos de palavras, além de obras que dialogam com a arte e a memória. Há obras com tom mais lúdico e outras que apresentam um ritmo mais reflexivo, indicando certa diversidade dentro de um foco na literatura para crianças e adolescentes.
