
Título: A escrita como exercício da indignação: Ignácio de Loyola Brandão
Autor: Vera Lúcia Silva Vieira
Sinopse: A partir de dois famosos romances do escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão (1936) - Bebel que a cidade comeu e Não verás país nenhum - a autora discute o papel da obra literária enquanto discurso político, capaz de não só expressar desejos, opiniões e sensibilidades, mas também transmitir mensagens e modelar comportamentos, sugerir pensamentos e difundir padrões a serem seguidos, além de problematizar a vivência social. Para a autora, os dois romances de Loyola refletem com perfeição a dimensão política da arte literária num momento de repressão e de cerceamento da liberdade, ao mostrarem várias questões que perpassavam o Brasil no período ditatorial, e são importantes menos por seu valor de verdade, mas por desvelar, via forma e enredo, as inquietações, as sensibilidades e as memórias ocultas que as engendraram. Tais obras seriam testemunhas de um passado que elas conservam vivo e pulsante, especialmente por Loyola não investir em um tipo de arte planfletária ou político-pedagógica, mas sim em uma escrita em que a indignação diante da humilhação e da dor se faz bastante presente, o que lhes dá um caráter ao mesmo tempo histórico e atemporal.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A escrita como exercício da indignação: Ignácio de Loyola Brandão”, de Vera Lúcia Silva Vieira, publicado pela editora SciELO - Editora UNESP, em 2018 e com 260 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: SciELO - Editora UNESP
Páginas: 260
Ano: 2018
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788568334157
Sobre a editora
Os livros da editora SciELO - Editora UNESP costumam apresentar uma leitura que combina rigor acadêmico e sensibilidade cultural, frequentemente explorando temas históricos, filosóficos e literários com profundidade. A experiência de leitura tende a ser densa, com narrativas que dialogam com contextos sociais e políticos, como a análise crítica da esquerda armada ou a reflexão sobre o envelhecimento no Brasil. O catálogo também revela um cuidado especial com obras que cruzam linguagens, como a interseção entre literatura e artes visuais, além de textos que discutem a formação profissional em saúde e o desenvolvimento do pensamento e da linguagem. Há obras mais narrativas, como romances e crônicas, e outras mais analíticas, como ensaios filosóficos e estudos educacionais, que podem exigir do leitor atenção ao ritmo e à complexidade conceitual.
