
Título: A linguagem escravizada
Autor: Florence Carboni
Sinopse: As ciências da linguagem tendem a apresentar as línguas como neutras, eternas, acima das classes sociais. Essas concepções baseiam-se em visão sociológica que concebe o ser humano como um ente independente das relações sociais nas quais se insere, centro de referência de seu dizer, com o qual tem relação simples e espontânea. Essas elaborações sobre a linguagem verbal dão sustentação ao constante esforço das classes dominantes de legitimar e universalizar seus valores e visões de mundo, através de sistemas ideológicos formalizados - arte, filosofia, literatura, teorias políticas, educação, mídia etc. A construção de um ser humano mais consciente passa pela compreensão de que a língua nunca é neutra, mas sempre forjada no contexto do mundo social, embalada por relações de poder, das quais constitui representação e simbolização, ainda que o falante só possua frágil consciência da origem social e ideológica das palavras que utiliza.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A linguagem escravizada”, de Florence Carboni, publicado pela editora Expressão Popular, em 2007 e com 147 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Expressão Popular
Páginas: 147
Ano: 2007
Edição:
Linguagem: português
ISBN:
ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora Expressão Popular costumam oferecer uma leitura densa e crítica, que mescla política, história e teoria social com uma linguagem acessível e didática. O catálogo privilegia narrativas que exploram a militância, as lutas sociais e o pensamento marxista, muitas vezes apresentando análises históricas detalhadas e debates sobre o papel das classes trabalhadoras, movimentos populares e a educação. A experiência de leitura envolve tanto textos biográficos e históricos quanto reflexões teóricas que dialogam com os desafios contemporâneos, sempre com um tom engajado e comprometido. A diversidade do catálogo pode ser percebida na coexistência de obras mais narrativas, como relatos de militantes e biografias, e outras mais informativas e analíticas, como estudos sobre imperialismo, educação e economia política.
