
Título: A morte não erra o endereço
Autor: Plínio Junqueira Smith
Sinopse: A morte não erra o endereço reúne dez narrativas em uma prosa tramada por um ceticismo de forma - ção: “Sou professor universitário e leciono filosofia. Com os meus estudos ao longo de toda uma vida, fui me tornando cada vez mais cético.” Declarada em “Duplos”, esta confissão é ainda um duplo do autor, que tece enredos carregados de cogitações labirínticas. Assombrando ou acontecendo, a morte atravessa o livro, fabulada por uma voz onisciente ou um eu incré - dulos, distorcidos em espelhos, no ambiente digital, em óculos novos, e movidos por sentimentos ou estados perturbadores, pouco louváveis. No trânsito da rua, no jardim, em casa, na delegacia, na fila de uma entrevista, “no lugar mais sem graça do mundo” ou num país de mentira (o nosso), as ações conduzem a desfechos que não traem a filosofia do narrador-autor. O motivo torpe ou trágico anda de mãos dadas com certa lição de ética ensinada em “O delator”: a luta do mal contra o mal. O que resta só pode ser o mal: maior ou menor.
Contexto da obra
Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A morte não erra o endereço”, de Plínio Junqueira Smith, publicado pela editora Laranja Original, em 2024 e com 188 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.
Editora: Laranja Original
Páginas: 188
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: pt
ISBN: 9788592875763
ISBN13: 9788592875763
Sobre a editora
Os livros da editora Laranja Original costumam apresentar uma escrita que valoriza a poesia e a prosa com forte carga sensorial e reflexiva, muitas vezes explorando a memória, a identidade e a experiência íntima. A narrativa circula entre o lírico e o ensaístico, com textos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, como nas obras que mesclam autoficção, crônica, poesia e investigação histórica. O catálogo sugere um interesse por vozes femininas e temas ligados à sensibilidade afetiva, além de um diálogo constante com a arte visual e a cultura brasileira. A leitura tende a ser densa, mas acessível, com ritmo que ora convida à contemplação, ora à inquietação, revelando uma diversidade que vai do relato pessoal à análise social.
