
Título: O IDIOMA DA MEMÓRIA
Autor: Márcio Ketner Sguassábia
Sinopse: Talvez você não consiga ler o idioma da memória. Talvez. Eu não consegui: conforme virava as páginas, as letras foram ficando distantes, menores, embaçadas. E sumiram. Surgiram então lugares onde não estive, casas nas quais nunca entrei, paisagens de porcelana. Senti o frescor da floresta, o aroma do manacá, da laranja, a doçura da cana na moenda. Provei quitutes de vó, senti o sol aquecendo conversas no terraço, a textura do barro nas mãos, a cintura do violão. E ouvi o som de suas cordas, do beijo do fogo na madeira, do silêncio no jogo de truco, da matraca do tio do biju. Do Uirapuru. O mundo que Márcio Ketner Sguassábia nos oferece em o idioma da memória é doce e bonito. Nele não há pressa e cada detalhe importa. À sua maneira, ele nos protege da velocidade desses dias frenéticos ? mas sem sufocar. Como nos ensina a cerca de bambu. Paulo Camossa Júnior
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “O IDIOMA DA MEMÓRIA”, de Márcio Ketner Sguassábia, publicado pela editora Laranja Original, em 2024 e com 64 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Laranja Original
Páginas: 64
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8592875803
ISBN13: 9788592875800
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,500
- Altura (cm): 20,00
- Largura (cm): 13,00
- Espessura (cm): 1,20
Sobre a editora
Os livros da editora Laranja Original costumam apresentar uma escrita que valoriza a poesia e a prosa com forte carga sensorial e reflexiva, muitas vezes explorando a memória, a identidade e a experiência íntima. A narrativa circula entre o lírico e o ensaístico, com textos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, como nas obras que mesclam autoficção, crônica, poesia e investigação histórica. O catálogo sugere um interesse por vozes femininas e temas ligados à sensibilidade afetiva, além de um diálogo constante com a arte visual e a cultura brasileira. A leitura tende a ser densa, mas acessível, com ritmo que ora convida à contemplação, ora à inquietação, revelando uma diversidade que vai do relato pessoal à análise social.
