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A Mulher De Trinta Anos

Título: A Mulher De Trinta Anos

Autor: Honoré de Balzac

Sinopse: Nesta precoce análise das mazelas do matrimônio enquanto cerceamento da mulher - "Casada, ela deixa de se pertencer, é a rainha e a escrava do lar" -, Balzac retrata o casamento como pilar da sociedade burguesa (agora pós-revolucionária, "o encanto do amor desapareceu em 1789") na França. Embora intrinsecamente conservador - talvez por isso mesmo -, a imagem que o autor traz da situação de mulheres curvadas sob o peso de suas obrigações sociais e legais é digna de interesse social, histórico e psicológico. Ideologicamente, sabemos que Balzac respaldava o casamento, e esta obra tinha a função de um libelo contra a "leviandade da mulher", dando origem a uma Julie remoída por abissais sentimentos de desejo e culpa, mas o próprio texto e os personagens se encarregam de traí-lo e fica-nos uma forte impressão de que Balzac o denuncia nas entrelinhas em suas estruturas mais fundamentais. [...] O século XIX encarregou-se de amainar os excessos românticos dos personagens, a Revolução Francesa deixara suas marcas (é interessante observar a presença de Napoleão em cada um destes autores) e o que não se consumia em Werther já assume contornos algo mais pragmáticos, ou... modernos, em A mulher de trinta anos.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “A Mulher De Trinta Anos”, de Honoré de Balzac, publicado pela editora Estação Liberdade, em 2000 e com 232 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Estação Liberdade

Páginas: 232

Ano: 2000

Edição: Literatura Brasileira

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8574480061

ISBN13: 9788574480060

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,332
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,50

Sobre o autor

A leitura dos livros de Honore de Balzac é um mergulho intenso e multifacetado na complexidade da sociedade do século XIX, onde personagens se movem entre desejos, ambições e contradições humanas. A prosa varia entre o detalhismo quase clínico e momentos de tensão dramática, revelando a face íntima e pública dos personagens com igual rigor. O ritmo pode oscilar entre passagens contemplativas e cenas carregadas de conflito, mantendo o leitor atento às nuances sociais e psicológicas. A experiência envolve uma constante reflexão sobre as máscaras sociais, o poder e as relações humanas, em um universo onde figuras reaparecem em diferentes papéis, ampliando a sensação de um panorama vivo e interconectado. Os livros de Honore de Balzac convidam a um olhar atento para as pequenas e grandes artimanhas da vida, com uma narrativa que não se prende a um só tom, mas que oscila entre o trágico e o irônico, o lírico e o seco.

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Sobre a editora

Os livros da editora Estação Liberdade convidam o leitor a mergulhar em narrativas que exploram a memória, a identidade e as tensões sociais, muitas vezes em contextos históricos ou culturais específicos. O catálogo privilegia obras que transitam entre o romance sensível e a reflexão crítica, com personagens que enfrentam dilemas profundos, como a perda, a opressão ou a busca por sentido. A linguagem frequentemente alia um tom introspectivo a uma construção cuidadosa, que pode ser ao mesmo tempo densa e acessível, envolvendo temas como o impacto da guerra, a transição cultural e o questionamento da normalidade social. Há também espaço para textos que dialogam com a filosofia, a crítica literária e a biografia, ampliando o horizonte de leitura para públicos que apreciam tanto o narrativo quanto o ensaístico.

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