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A Origem das Espécies

Título: A Origem das Espécies

Autor: Charles Darwin

Sinopse: Em 2014, um estudo encomendado pela organização Folio Society perguntou a mais de 2.000 britânicos qual era o livro mais valioso da humanidade. "A Origem das Espécies" ficou em segundo lugar (35%), logo atrás da "Bíblia Sagrada" (37%). O fato de Charles Darwin ser britânico talvez lhe tenha auxiliado, mas ainda assim ele ficou a frente das obras de um certo William Shakespeare, para dar um exemplo, que é seu conterrâneo. O que sabemos é que esta obra, apesar de essencialmente acadêmica e de leitura relativamente densa (embora Darwin tenha se permitido muitos momentos poéticos, principalmente no último capítulo), mudou para sempre a nossa concepção da vida e da natureza, e serve até hoje de alicerce primordial para ramos científicos como a biologia e a genética, que desabariam sem a teoria da seleção natural. Darwin por certo sabia o que tais ideias causariam nas religiões criacionistas do Ocidente, tanto que as guardou consigo por muitos anos, e quando finalmente as publicou, ao perceber que já estavam surgindo por outras vias acadêmicas (principalmente através do coautor da teoria, Alfred Russel Wallace), os 1.250 exemplares de sua primeira tiragem se esgotaram em menos de 24h. Desde esse dia, 24 de Novembro de 1859, o mundo nunca mais deixou de discutir tais ideias. Se você é do tipo religioso, é compreensível que tenha um pé atrás com esta obra, uma vez que é inegável que ela contradiz diretamente alguns trechos do "Gênesis". Porém, há que se permitir certa reflexão interna, há que se perguntar se o Criador revelado por Darwin não seria um Engenheiro da Vida ainda mais sábio e grandioso, ao permitir que cada ser vivo tenha vindo a existência simples como uma pequena semente, e que pudesse se desenvolver na árvore mais frondosa, através de centenas de milhões de anos de lenta e constante evolução... Afinal, como bem concluiu Darwin: "Não há uma verdadeira grandeza nesta forma de considerar a vida, com os seus poderes diversos atribuídos primitivamente pelo Criador a um pequeno número de formas, ou mesmo a uma só? Ora, enquanto que o nosso planeta, obedecendo à lei fixa da gravitação, continua a girar na sua órbita, uma quantidade infinita de belas e admiráveis formas, saídas de um começo tão simples, não têm cessado de se desenvolver e desenvolvem-se ainda hoje!" O editor.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, publicado pela editora Textos para Reflexão, em 2017 e com 610 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Textos para Reflexão

Páginas: 610

Ano: 2017

Edição:

Linguagem: pt_BR

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Charles Darwin costuma alternar entre o rigor científico detalhado e momentos de observação quase poética da natureza. O ritmo varia de passagens densas e argumentativas a descrições vívidas que criam imagens de animais, plantas e fenômenos naturais, convidando o leitor a refletir sobre a complexidade da vida e a evolução. Há uma tensão constante entre o mundo natural e as construções sociais humanas, especialmente ao abordar a origem das espécies e a posição do homem na natureza. A prosa, embora técnica em muitos trechos, mantém certa clareza e entusiasmo pela descoberta, o que torna a experiência tanto intelectual quanto sensorial. Os livros de Charles Darwin desafiam o leitor a questionar fronteiras entre espécies, moralidade e cultura, deixando no ar dúvidas sobre as origens e o desenvolvimento da vida.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Textos para Reflexão convidam o leitor a uma imersão profunda na alma, na espiritualidade e na filosofia, com textos que exploram desde a mística pessoal até reflexões sobre ciência e política. O catálogo revela uma preferência por obras que dialogam com tradições espirituais diversas, como o sufismo, o cristianismo gnóstico e o budismo, sempre com um tom contemplativo e por vezes poético. Há uma tensão entre o rigor filosófico e a linguagem acessível, que busca popularizar temas densos, além de uma presença constante da autorreflexão e do questionamento existencial. O ritmo varia entre ensaios densos e textos mais líricos, contemplativos ou narrativos, e o público tende a ser aquele interessado em pensar a vida sob múltiplas perspectivas, sem pressa.

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