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A Planície em Chamas

Título: A Planície em Chamas

Autor: Juan Rulfo

Sinopse: Juan Rulfo, tem uma obra breve ("Pedro Páramo" e este livro de contos), mas que lhe vale o lugar que ocupa no Olimpo da escrita literária. E há quem afirme que a sua importância para a literatura contemporânea em língua castelhana é a mesma que Faulkner teve para a literatura contemporânea em língua inglesa, vindo, curiosamente, os dois do continente americano. Os contos de "A Planície em Chamas" são assim sintetizados por António Rodrigues, no Diário de Notícias (10.12.03): "Histórias de malparidos; de condenados; de foragidos; de seres humanos a quem nem o Sol dá uma ajuda. De gente que morre porque é mais fácil morrer; de vida que apenas é corrida desenfreada para o ataúde. "A paisagem aqui é marcada apenas pela terra dura e ingrata, sempre a exigir mais do que a dar. E pela água. Por inundações ou pela seca. Morrem vacas na enxurrada, mingua a ração e tornam-se fantasmas as aldeias pela falta de água e nós agarrados a essa narrativa escorreita, pele e osso, a ver morrer gente e a ouvir contar histórias de tristeza."

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Planície em Chamas”, de Juan Rulfo, publicado pela editora Cavalo de Ferro, em 2003 e com 150 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cavalo de Ferro

Páginas: 150

Ano: 2003

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9728791127

ISBN13: 9789728791124

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Juan Rulfo é uma imersão em paisagens áridas e silenciosas, onde o tempo parece suspenso entre o real e o fantástico. A prosa é seca e precisa, quase esculpida, revelando uma tensão constante entre a memória e o esquecimento, a vida e a morte. O ritmo varia entre a lentidão contemplativa das descrições e a urgência dramática das vozes que narram histórias de dor, vergonha e revolta. O foco está na experiência íntima de personagens que habitam um México ferido, marcado por tragédias pessoais e coletivas, onde o passado insiste em assombrar o presente. A narrativa frequentemente se apoia na oralidade, com diálogos e monólogos que mantêm o leitor próximo das emoções e das paisagens interiores. Os livros de Juan Rulfo desafiam o leitor a navegar entre o visível e o invisível, o concreto e o simbólico, deixando uma sensação de inquietação e reflexão sobre a condição humana.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Cavalo de Ferro apresentam uma leitura marcada por narrativas densas e envolventes, muitas vezes ambientadas em contextos históricos ou geográficos rigorosos, como a Islândia do início do século XX ou a selva amazônica. As histórias costumam explorar conflitos profundos — seja a luta pela independência pessoal, o confronto com regimes totalitários ou as tensões familiares em sociedades em transformação. O tom varia entre o épico e o intimista, com ritmo que pode alternar entre a tensão dramática e momentos de reflexão filosófica, sempre com uma prosa que valoriza a construção cuidadosa do ambiente e dos personagens. O catálogo revela uma predileção por obras que desafiam o leitor a navegar entre realismo e elementos fantásticos, além de textos que abordam temas políticos e sociais com rigor e complexidade.

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