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A política no limite do pensar

Título: A política no limite do pensar

Autor: José Arthur Giannotti

Sinopse: O vir a ser contraditório da política é o tema central deste instigante ensaio de intervenção de José Artur Giannotti. Rigorosamente ancorado na história da filosofia mas voltado para o calor dos acontecimentos do presente, o professor e pesquisador paulista coloca em xeque as categorias lógicas que vêm amparando a prática e a reflexão política por meio de uma criteriosa análise conceitual. Partindo de Aristóteles, que encabeça uma seleta galeria de pensadores, Giannotti promove uma necessária reavaliação das figuras discursivas que fundamentam as noções de verdade, ética e justiça propagadas a partir do Iluminismo e da Revolução Francesa. Para Aristóteles, a comunidade na polis grega se define como a união de cidadãos para a obtenção da felicidade e do bem coletivo. Essa definição básica, considerada um dos momentos fundadores da democracia, no entanto exclui da coletividade de cidadãos com poder político a grande massa de escravos que sustentava a civilização helênica. Como destaca Giannotti, a democracia à qual Aristóteles se refere na Política basicamente marginalizava estimados 50% da população ateniense. Assim, a contradição discursiva inerente à regulação ética dos confrontos sociais passa desde os primórdios da filosofia pelos jogos de linguagem e lugares de enunciação que configuram a convivência, violenta ou pacífica, entre classes sociais antagonistas num determinado corpo político. O livro examina o tratamento dado a essa questão por pensadores tão distintos como Jean-Jacques Rousseau e Carl Schmitt, Michel Foucault e Thomas Hobbes. Numa crítica veemente à "violência excludente" do terror revolucionário que as formulações de Rousseau e Marx deixam em aberto, assim como ao vale-tudo do liberalismo, Giannotti realiza um elogio das formas de ação e modos institucionais da democracia representativa.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A política no limite do pensar”, de José Arthur Giannotti, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2014 e com 64 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 64

Ano: 2014

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8543801966

ISBN13: 9788543801964

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de José Arthur Giannotti é um convite a um pensamento rigoroso, que se movimenta entre a densidade conceitual e a clareza argumentativa. Sua prosa, ao mesmo tempo precisa e reflexiva, conduz o leitor por debates filosóficos complexos, onde o ritmo é mais contemplativo do que acelerado, exigindo atenção e envolvimento intelectual. Há uma tensão constante entre o exame crítico das tradições filosóficas e a busca por novas interpretações, especialmente em temas como lógica, metafísica, estética e política. O autor não se limita a apresentar sistemas fechados, mas estimula o leitor a participar do diálogo, muitas vezes desafiando certezas e abrindo espaço para dúvidas produtivas. Em meio a essa densidade, aparecem momentos em que a linguagem ganha leveza, sobretudo ao abordar a arte e a experiência estética, criando imagens mentais vívidas e inesperadas.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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