
Título: A representação da CUT nos governos Lula
Autor: Guilherme Carvalho
Sinopse: O livro se debruça sobre a tentativa da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de superar a fase chamada de "defensivismo sindical", desencadeada no Brasil a partir dos anos 1990, quando uma série de transformações econômicas, políticas e legais no bojo do neoliberalismo e da globalização dificultou crescentemente a atividade sindical. Para o autor, tratou-se de uma tentativa bem sucedida, já que atuando no sentido de ampliar sua abrangência representativa para além daquela que é reconhecida pelo conceito tradicional de classe trabalhadora, a CUT conseguiu, durante os governos do petista Luis Inácio Lula da Silva (2003-2010), implantar práticas que aprofundaram as suas ações participativas em meios institucionais. Essa operação, na verdade, teria sido facilitada pelo governo Lula, caracterizado como um governo de coalizão e inspirado no princípio do "diálogo social", com a criação de espaços de intervenção na forma de arranjos institucionais que envolveram representantes das diferentes classes sociais para debater os mais diversos temas. Dessa maneira, a CUT pode participar da elaboração de políticas de governo que interessavam não apenas aos segmentos estáveis da classe trabalhadora, mas também ao conjunto da sociedade, o que pode implicar futuramente em uma nova forma de representação dos trabalhadores, diferente da que se podia observar no século 20.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A representação da CUT nos governos Lula”, de Guilherme Carvalho, publicado pela editora Editora Unesp, em 2013 e com 326 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Editora Unesp
Páginas: 326
Ano: 2013
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Editora Unesp revela um compromisso constante com temas que transitam entre a filosofia, a história, as ciências humanas e sociais, além de reflexões sobre educação e cultura. O tom das obras é predominantemente denso e reflexivo, com textos que frequentemente adotam um ritmo pausado e argumentativo, convidando o leitor a um mergulho crítico em questões complexas, como a ética, a política, a formação da sociedade e os desafios contemporâneos das instituições. Há uma clara preferência por abordagens que combinam rigor acadêmico com acessibilidade, evitando jargões excessivamente técnicos, o que facilita o diálogo entre especialistas e leitores interessados em aprofundar seus conhecimentos. O catálogo apresenta um equilíbrio entre obras mais teóricas e outras que dialogam diretamente com contextos históricos e sociais, ampliando o alcance do debate para além do ambiente estritamente acadêmico.
