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A Suprema Realização

Título: A Suprema Realização

Autor: Krishnamurti

Sinopse: “(...) Não sei se já observastes o poente, ou a serena dignidade de uma árvore, ou os contornos de uma ave a voar. O observar exige quietude; exige da mente a capacidade de estar em silêncio, de não ficar incessantemente a tagarelar entre si. Para observar, necessita-se de um certo silêncio. E não se pode ter silêncio, se a mente, no ato de observar, está a ‘projetar’ suas próprias idéias, esperanças, temores. Assim, para podermos observar a estrutura social em que vivemos, e promover uma radical transformação nessa sociedade, devemos primeiramente observar o que é, e não o que desejamos que a sociedade seja. Porque a sociedade em que vivemos, nós mesmos a criamos e por ela somos responsáveis — cada um de nós. Ela não se tornou existente pela ação de forças fictícias, espirituais. Nasceu de nossa avidez, de nossa ambição, de nossos gostos, aversões, e inimizades pessoais, de nossas frustrações, de nossa busca de poder e de satisfação. Nós criamos as religiões, as crenças, os dogmas, premidos pelo medo. É nessa sociedade que estamos vivendo. E o indivíduo, ou foge dessa sociedade (de que ele faz parte) porque é incapaz de compreendê-la ou de transformá-la; ou se deixa absorver de tal maneira em suas próprias tribulações, que perde todo o interesse nessa exigência fundamental da mente humana de que ela (a sociedade) se transforme. (...)”

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A Suprema Realização”, de Krishnamurti, publicado pela editora Cultrix, em 1965 e com 260 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Cultrix

Páginas: 260

Ano: 1965

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Krishnamurti é um convite a uma reflexão profunda e direta sobre temas como a mente, o medo, o sofrimento e a vida cotidiana. A prosa tende a ser clara e precisa, com ritmo que acompanha uma exposição oral, o que gera uma experiência quase de diálogo ou palestra. O tom é ao mesmo tempo contemplativo e incisivo, buscando desconstruir preconceitos e incentivar o leitor a observar a si mesmo e ao mundo sem filtros. Essa escrita não se prende a histórias ou personagens, mas sim a ideias e questionamentos que desafiam a compreensão habitual, deixando no leitor uma sensação de inquietação produtiva e abertura para o autoconhecimento.

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    Sobre a editora

    A leitura dos livros da editora Cultrix revela uma predileção por obras que exploram a intersecção entre ciência, espiritualidade e autoconhecimento, com abordagens que vão do prático ao filosófico. O catálogo frequentemente traz textos que dialogam com temas como psicoterapia, medicina integral, liderança humanizada e tradições espirituais, sempre com um tom reflexivo e didático. Há também espaço para obras que investigam a história, a cultura e a literatura, incluindo coletâneas de contos e análises literárias densas, que convidam o leitor a uma imersão cuidadosa e crítica. Em muitos casos, a narrativa privilegia relatos de casos, exercícios práticos e perspectivas interdisciplinares, o que confere um ritmo que alterna entre o informativo e o contemplativo, atendendo a leitores interessados em aprofundar conhecimentos e expandir visões.

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