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À toa em San Pedro.

Título: À toa em San Pedro.

Autor: Charles Bukowski

Sinopse: à toa em San Pedro é o quarto volume de poemas de Charles Bukowski publicado pela Spectro Editora, fechando a tetralogia que compõe, no conjunto, a obra Open All Night. Serve como um fecho pessimista, digno dos finais abruptos de seus poemas. Pessimismo que nunca o abandonou, mesmo quando já cercado de fortuna, às vezes disparando rajadas raivosas, com em onde enfiar, quando diz, “não me culpe pelo mundo fervilhando de assassinos./ não me culpe se você é um deles./ culpe seu pai./ culpe a igreja da esquina”, ou ironizando em Chinaski, “ele está em um pequeno quarto de novo, / sempre em um pequeno quarto, fechando a porta, / trancando o mundo / do lado de fora.” Pessimismo e ironia que estão na aranha esmagada em problemas na noite, no médico que reclama da paciente que não morre em meu médico, ou na massacrante rotina dos prédios cheios de gente em telefones. A capa conta com arte especialmente desenhada por Frank Maia e a ilustração interna segue o padrão dos livros anteriores com o tracional cinzeiro-com-copo feito por Rodrigo Véras. A tradução, a exemplo dos livros anteriores, procurou primar pela exatidão dos termos, procurando sempre correlatos no português para os termos de gíria do inglês. Evitou-se recorrer à notas de rodapé, embora em dois casos tenham sido necessárias. Procurou-se manter a coloquialidade e a oralidade.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “À toa em San Pedro.”, de Charles Bukowski, publicado pela editora Spectro, em 2007 e com 80 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Spectro

Páginas: 80

Ano: 2007

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Charles Bukowski é uma imersão em um universo áspero, onde a prosa e a poesia se entrelaçam em tons secos e por vezes sarcásticos. A voz do autor é direta, quase oral, carregada de uma sinceridade crua que expõe personagens marginalizados e situações-limite, com um humor cáustico que ora provoca riso, ora desconforto. O ritmo varia entre a urgência das ruas de Los Angeles e momentos de introspecção melancólica, sempre com um olhar que não se afasta da sordidez humana, mas também não perde a capacidade de ironia. Os textos sugerem uma forte presença do alter ego Henry Chinaski, que percorre histórias de fracasso, vício e sobrevivência, enquanto os poemas revelam uma autobiografia acidental, marcada por angústias e devaneios. Essa experiência literária convida o leitor a confrontar a existência sem filtros, com uma linguagem coloquial e uma sensibilidade que, apesar da dureza, é profundamente humana.

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