
Título: A vida é bela
Autor: Stephen Jay Gould
Sinopse: Nas montanhas Rochosas canadianas formou-se há 530 milhões de anos o Xisto de Burgess, onde jazem os restos de um mar antigo que albergou mais seres vivos do que todos os que povoam actualmente os nossos oceanos - criaturas inacreditavelmente bem conservadas, como o estranho Opabinia, com cinco olhos, ou o Sidneyia, cujo tubo digestivo revela ainda a última refeição que tomou. A sua descoberta no início do século por Charles Walcott poderia ter revolucionado os conhecimentos sobre a evolução. Walcott não foi, porém, capaz de interpretar correctamente a mensagem inscrita nos fosséis de Burgess, tendo-os atribuído invariavelmente a filos conhecidos de anelídeos e artrópodes. E as coisas mantiveram-se assim até Harry Whittington ter resolvido abrir as gavetas de Walcott quarenta anos mais tarde... A história das razões que levaram ao fracasso de Walcott e ao êxito de Whittington constitui um dos melhores relatos de sempre sobre a ciência, a sociedade e nós próprios. Rompendo com a iconografia convencional - que representava a evolução como uma escada do progresso ou um cone de diversidade crescente -, as descobertas efectuadas no Xisto de Burgess vieram mostrar que as extinções têm, afinal, um carácter de lotaria, que a contingência desempenha na história um papel decisivo e que, assim, é bem provável que o ser humano só tenha aparecido por mero acaso.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A vida é bela”, de Stephen Jay Gould, publicado pela editora Gradiva Publicações, em 1995 e com 345 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Gradiva Publicações
Páginas: 345
Ano: 1995
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9726623944
ISBN13: 9789726623946
Sobre a editora
Os livros da editora Gradiva Publicações oferecem uma experiência de leitura marcada por narrativas densas que transitam entre o romance histórico, o suspense investigativo e o ensaio filosófico. O catálogo privilegia histórias que exploram conflitos pessoais imersos em contextos políticos e culturais complexos, como regimes autoritários ou crises internacionais, sempre com um ritmo que equilibra tensão e reflexão. Além disso, há obras de caráter mais didático e crítico, que abordam temas como ciência, educação e filosofia com linguagem acessível, mas sem perder a profundidade. As sinopses sugerem um equilíbrio entre textos mais narrativos, que focam o drama humano e mistério, e outros mais informativos, que propõem debates intelectuais e históricos.
