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A VIRGEM MARIA: NOSSA SENHORA

Título: A VIRGEM MARIA: NOSSA SENHORA

Autor: Jean Guitton

Sinopse: Conhecemos muito pouco sobre a adolescência de Maria. Distinguimos, apenas, um fato, o que nos basta para adivinhar a sequência: trata-se do voto de virgindade que fizera e que ela refere ao anjo, logo no início de sua visita, com uma entonação que pode parecer um pouco estranha. Isso indica um desígnio, um propósito amadurecido. E, se pudermos supor como esse seu desígnio é verdadeiro, genuíno, apesar dos seus quinze anos, devemos imaginar que ela era criança precoce tendo, bem cedo, sondado a existência, e percorrido, com sábia maturidade, as dimensões da vida. Para julgar esse propósito de se manter virgem e compreender a agudeza de espírito, convém lembrar a mentalidade dos Judeus, em relação à virgindade. A primeira lei do Criador ditava: “Crescei e multiplicai-vos.” E o primeiro instinto do povo escolhido (que se confundia com o seu primeiro e principal dever) era o de se comportar como povo, garantindo, então, a sobrevivência. A mulher judia não conhece opóbrio maior do que a esterilidade, que é sinal do desprezo de Deus por ela. E, como não é possível conceber uma nova geração sem a carne, o ser que não pode procriar é um ser diminuído, desprezado, privado da imortalidade temporal, tendo fracassado em sua missão. Nós temos dificuldade em compreender esta ideia, este modo de agir, pois estamos impregnados do Cristianismo e nele não podemos deixar de projetar novas luzes sobre antigas sombras.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “A VIRGEM MARIA: NOSSA SENHORA”, de Jean Guitton, publicado pela editora Tavares Martins, em 1959 e com 368 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Tavares Martins

Páginas: 368

Ano: 1959

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Jean Guitton conduz o leitor a um espaço onde o pensamento é tratado como uma arte a ser cultivada com rigor e atenção, longe de receitas fáceis ou fórmulas prontas. O ritmo da escrita é contemplativo, mas não lento; há uma busca constante pela precisão e pela clareza, que desafia a dispersão mental e o cansaço. O tom oscila entre o reflexivo e o prático, com momentos de leveza que evitam o peso excessivo da filosofia, enquanto exploram virtudes humanas e dilemas espirituais. A experiência é marcada por um convite à introspecção, onde o leitor é estimulado a aprofundar temas complexos, como a fé, a estratégia, a morte e a existência, sempre sob uma perspectiva que valoriza o equilíbrio entre razão e admiração. Esse conjunto de obras oferece um diálogo entre o intelectual e o espiritual, que pode surpreender pela sua amplitude e pela forma como aborda questões fundamentais da vida.

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