
Título: Alguns palpites do despertar da onça
Autor: Saile Moura Farias
Sinopse: Entre a caça e o caçar, aquilo que dene o destino da carne. Um instinto, distinto do que soubemos quando a primeira colher veio à boca. A fome, por mais seca e antiga, de tanto cavar no chão de terra batida, nas fugas pra se manter viva, pode também retomar o caminho de volta à Mata. Remontar no esquecimento nem sempre diz respeito ao que se é lembrado, como uma recuperação garantida do que fora perdido, apagado. Às vezes corresponde mais ao que se cria, na inventividade do que se busca, e do que é soprado pelos espíritos, numa honraria de realizar o que quem veio antes não pôde fazer. Um povo que mata sem pólvora, e que quando precisa, foge, porque entende que há casos em que espreitar longe vale o futuro da origem. Caça. Os sonhos podem não acompanhar a vida do corpo no tempo. E enxergar longe demais não é autoridade, é dispersão. A terra mata mansa.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Alguns palpites do despertar da onça”, de Saile Moura Farias, publicado pela editora Patuá, em 2024 e com 102 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Patuá
Páginas: 102
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 8582979576
ISBN13: 9788582979570
Sobre a editora
Os livros da editora Patuá convidam o leitor a navegar por universos literários que exploram a intensidade das emoções e a complexidade das relações humanas, muitas vezes atravessadas por temas como memória, identidade e transformação. A leitura costuma oscilar entre o lírico e o inquietante, com narrativas que transitam entre o realismo poético e o fantástico, sem abrir mão de um tom reflexivo e, por vezes, melancólico. A prosa e a poesia se entrelaçam em textos que desafiam a linearidade, valorizando a fragmentação e a experimentação formal. O catálogo revela obras que dialogam com questões sociais atuais, como sexualidade, violência e silêncio, sempre com uma escrita que privilegia a densidade afetiva e o ritmo cadenciado.
