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Arsenal de Vertigens

Título: Arsenal de Vertigens

Autor: Ronaldo Cagiano

Sinopse: Texto de Apresentação (release): Estes versos de Ronaldo Cagiano nos alertam para o paradoxo da contemporaneidade, a questão vigente: quando chegará nosso próximo pesadelo?, e basta essa espera pelo embate subsequente, pelo absurdo seguinte, reconfigurado e retroalimentado por um passado que nunca serve de lição, que jamais ensina nada. Cada palavra disposta aqui carrega a marca de violências fecundadas e consumidas por uma sociedade perdida, sequestrada por diversos timbres de banalidades, ecos de um culto majestoso, imponente, devastador, à futilidade. O presente ressurge transmutado em desastres e o futuro é uma espada de gumes mascados por sangues de diferentes versões de mentiras, em uma escrupulosa elaboração da catástrofe: e a empatia, a fantasia, o que são delas?, estão dispersas por estas metáforas opressoras, por estas mudanças inexoráveis que não se confundem com a evolução. Há estes tempos, alegorias da destreza ficcional do homem, são desertos encapsulados por miragens meticulosamente programadas, por bytes portadores de vaidades e delírios infindos e sem sentido, há uma centelha contornando a jornada da noite. Uma noite perpétua acobertando bandeiras, coroas, brasões enterrados nas cronologias de babéis. A poesia de Ronaldo Cagiano é áspera, ao mesmo tempo constituída de um lirismo que nos chantageia, como se estivéssemos diante de uma tocaia sistematizada por um exímio enxadrista, quase uma liturgia às avessas. Este livro nos oferece a rispidez das incertezas, destrinchadas sob a ótica da serenidade, sem desprezo, sem juízo, sem compaixão. Tudo é múltiplo neste caleidoscópio de misérias, de vícios revisitando melancolias ancestrais, encravadas nas ribanceiras mais recônditas da memória, tudo é reajustado para o comércio impecável da ilusão: o fascismo, a egolatria, o afeto, a inexorabilidade. A dissecação dos sintomas de um totalitarismo maquiado, um progresso cínico, doloso. Nesta obra, o desespero cabal, mas também o amor irrevogável: sua pátria é o caos, Ronaldo, e você será sempre leal a ela. Whisner Fraga

Contexto da obra

Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Arsenal de Vertigens”, de Ronaldo Cagiano, publicado pela editora Editora Letra Selvagem, em 2024 e com 104 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.

Editora: Editora Letra Selvagem

Páginas: 104

Ano: 2024

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13: 9786589841258

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ronaldo Cagiano é uma imersão em paisagens urbanas e existenciais marcadas por tensões intensas e atmosferas densas. Sua prosa e poesia transitam entre o áspero e o lírico, revelando personagens que enfrentam a dureza do cotidiano, muitas vezes em cenários que parecem labirintos sem saída. O ritmo varia entre o vertiginoso e o contemplativo, com uma escrita que provoca reflexões sobre a condição humana, a precariedade da vida e as contradições do tempo presente. O leitor se depara com narrativas e versos que exploram a busca por dignidade, a solidão nas metrópoles e o confronto com o absurdo, sempre com um olhar atento às feridas abertas da existência. Em meio a essa complexidade, os livros de Ronaldo Cagiano convidam a uma experiência que mistura inquietação e sensibilidade, sem oferecer respostas fáceis.

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