
Título: As Jóias da Coroa
Autor: Raul Pompéia
Sinopse: O livro foi inspirado em um inusitado fato real, em que as joias de propriedade de D. Pedro II foram furtadas, causando um verdadeiro alvoroço na sociedade da época. Logo descobriu-se que os verdadeiros envolvidos com o crime eram pessoas de confiança do imperador. Surpreendentemente, tempos depois, uma vez solucionado o problema e as joias terem sido recuperadas, os acusados foram perdoados e libertos, gerando diversas especulações sobre o que estaria por trás de tal decisão. Com esta mesma premissa, Pompeia trabalha nesta novela, apenas tomando o cuidado de substituir os nomes das personagens. Pedro II foi chamado de Duque de Bragantina, o conde D’Etu (outro que teve suas joias roubadas no mesmo evento), teve apenas a substituição do título para Marquês D’Etu. Outra figura principal é a de Manuel da Pavia, que arquiteta todo o plano e conta com a ajuda de Inácio e Januário, criados de confiança do duque. Pavia também é um daqueles serviçais que fazem tudo para o seu patrão, inclusive os trabalhos sujos. Além disso, ele também negocia uma noite de amor da afilhada de Januário, a adolescente Conceição, com o Duque de Bragantina. Mas Emília, a nora de Januário possui um grande segredo que pode pôr tudo a perder aos planos do duque e de Pavia. Algumas das características da obra máxima de Pompeia estão presentes ali no narrador de "As Joias da Coroa": o detalhismo das descrições, a análise psicológica das personagens (mesmo que mais rasa em comparação aos seus trabalhos posteriores). A diferença entre a prosa deste “Joias” com a do “Ateneu” é gritante. Afinal “As Joias da Coroa” não tem a mesma profundidade do clássico que inscreveu Pompeia entre os maiores autores do Realismo-Naturalismo brasileiro, porém foge ao título de um trabalho menor na curta carreira literária de Pompeia que suicidou-se aos 32 anos. Torna-se uma crítica ácida às relações de poder no Brasil Império e o quanto elas escondem de sujeira em seus bastidores. Panorama que não parece ter mudado muito hoje em dia com os políticos desta atual república nacional. site: https://escritoswesleymoreira.blogspot.com.br/2013/07/na-estante-9-as-joias-da-coroa-raul.html
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “As Jóias da Coroa”, de Raul Pompéia, publicado pela editora Scipione, em 2005 e com 67 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Scipione
Páginas: 67
Ano: 2005
Edição:
Linguagem: português
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ISBN13:
Sobre a editora
Os livros da editora SCIPIONE costumam explorar temas ligados à infância e juventude, com narrativas que transitam entre o lírico e o educativo. O catálogo revela um interesse por histórias que abordam ritos de passagem, como a transição da adolescência para a vida adulta, e conflitos familiares que envolvem desejos pessoais e desafios sociais. Além disso, há uma presença marcante de contos tradicionais e lendas, especialmente de países de língua portuguesa, que recuperam o imaginário cultural com um tom acessível ao público infantil e juvenil. O material indica também uma atenção a obras com caráter didático, que dialogam com o cotidiano escolar e promovem o aprendizado por meio de linguagens variadas, incluindo poesia, teatro e atividades interativas.
