
Título: As Máscaras De Artaud
Autor: Renan Pavini
Sinopse: É muito comum, em nosso cotidiano, utilizarmos a palavra máscara de forma depreciativa. Expressões como "a máscara cai" ou "tire a máscara" pressupõem, antes de tudo, uma ontologia do sujeito; um sujeito que, dotado de uma verdade sobre si mesmo, vive na aparência, na hipocrisia ou na mentira. "Retirar a máscara" seria, então, esse momento em que o sujeito se apresenta em sua essencialidade, em sua verdade, e, portanto, em sua constância, afastando-se de si a mentira de ser um Outro que não ele mesmo. Ora, certamente, quando estamos falando em as máscaras de Artaud, nosso entendimento afasta-se dessa utilização coloquial. As máscaras, no sentido em que atribuímos ao poeta maldito, não são uma camada supérflua em que o indivíduo utiliza para se esconder, mas a própria condição para expor, profundamente, qualquer impossibilidade da existência de um indivíduo constante. Isto é, a máscara é a própria condição do ser que se coloca como ser-devir, como ser em movimento. Nesse sentido, a máscara não é apenas uma indumentária que cobre o rosto, mas o que há de mais profundo no ser, já que não temos, em Artaud, esse indivíduo metafisicamente constituído a partir de uma identidade fixa e inalterável, esse ser a priori ao viver.
Contexto da obra
Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “As Máscaras De Artaud”, de Renan Pavini, publicado pela editora PUCPRESS, em 2021 e com 168 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.
Editora: PUCPRESS
Páginas: 168
Ano: 2021
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6587802621
ISBN13: 9786587802626
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,250
- Altura (cm): 21,50
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,00
Sobre a editora
Os livros da editora PUCPRESS costumam oferecer uma leitura que combina rigor acadêmico com acessibilidade, privilegiando temas ligados à educação, filosofia, psicologia e ciências sociais. A experiência de leitura frequentemente envolve reflexões profundas sobre processos de aprendizagem, subjetividade e relações humanas, com textos que transitam entre o didático e o ensaístico. O catálogo sugere obras que dialogam com a prática pedagógica e a investigação científica, muitas vezes ancoradas em perspectivas transdisciplinares e psicossociais. Há um equilíbrio entre abordagens teóricas densas e narrativas que valorizam a dimensão humana, como o papel da afetividade na educação infantil ou a construção da subjetividade.
