
Título: Basta correr: Julio Trujillo
Autor: Cadastro de autores
Sinopse: Este ensaio é sobre correr e escrever, sobre a escrita enquanto corrida, e sobre os rastros e o ritmo da corrida e da escrita. As palavras de outros autores cruzam com aquelas de Julio Trujillo enquanto ele percorre um território em que quase nada está parado, onde tudo move-se à sua maneira. Com os dois pés no chão ou com ambos no ar, correr é experimentar o que escapa embaixo dos pés, e também a atração de voltar a pousá-los. Estes gestos estão na história – dos deuses, da literatura, do mundo, do corpo – e na magia – como escreve Trujillo, correr buscando uma velocidade na qual desaparecer, ou Alfonso Reyes sobre os corredores tarahumaras, correr e talvez saltar a muralha dos cinco sentidos. “Há vários dias tenho corrido na praia, mantendo-me sempre na faixa de areia dura e escura onde a água acaba de se retirar, ao mesmo tempo que brinco que sou eu quem traça, com os pés, a linha louca do mar sobre a orla. É um deslocamento serpenteante que me distrai do rigor de afundar e retirar os pés dessa pista natural, duplamente exigente, onde minhas pegadas gravam-se e quase imediatamente desaparecem. Penso em um poema de Mark Strand, em que diz que, onde quer que esteja, ele é a parte que falta, o espaço deslocado pelo seu corpo (ele o diz ainda melhor: “em um campo, sou a ausência de campo”). Ao mover-se, as coisas atrás dele recuperam sua integridade, como o espaço de minhas pegadas refazendo-se com os trabalhos da água, e como o próprio mar, que sempre recomeça.”
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Basta correr: Julio Trujillo”, de Cadastro de autores, publicado pela editora Chão da feira, em 2024 e com 6 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Chão da feira
Páginas: 6
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
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Sobre a editora
Os livros da editora CHAO DA FEIRA oferecem uma experiência de leitura marcada pela reflexão filosófica e estética, frequentemente atravessada por imagens em movimento e pensamento. O catálogo privilegia obras que exploram a relação entre linguagem, corpo e sensibilidade, com textos que transitam entre o ensaio, a poesia e a performance, propondo uma leitura atenta ao ritmo e à materialidade da palavra. Há um interesse constante em temas como a transformação política do sensível, a comunicação entre espécies, e a tensão entre o visível e o invisível. O tom dos livros varia entre o contemplativo e o experimental, com narrativas que convidam o leitor a se posicionar entre as imagens e os conceitos, em um espaço aberto à fabulação e ao questionamento.
