
Título: Bola de feno
Autor: Carina Sedevich
Sinopse: A poesia de Carina está no mundo. Na diversidade de pássaros e árvores das praças argentinas. Nas cidadezinhas do interior e no que elas compartilham com as grandes capitais. Flores tímidas nos galhos da primavera, mas que se espalham preguiçosamente pelas calçadas depois da chuva ou do vento. Geada que faz embaçar os vidros nos dias de inverno. No chá quente e preciso, mesmo que lá fora seja verão. A poesia de Carina está nas pessoas. Em sua sobrinha que cresce mais lentamente enquanto dorme. Na mãe que envelhece. No irmão que está longe. No filho saudoso, aonde quer que ele esteja. A poesia de Carina está nela mesma. Em seus grandes e pequenos pensamentos, na lista de compras imaginária, nos sonhos que lhe acompanham, nas memórias que lhe escapam. Ela se vislumbra e ameniza. Bola de feno que é, a poesia de Carina passeia pelas formas. O círculo, símbolo do infinito, os olhos, que passeiam por aí e regressam à casa. Imagens que se repetem, porque se movem, se dilatam e pulsam, para outros significados. A poesia de Carina é vida.
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Bola de feno”, de Carina Sedevich, publicado pela editora Moinhos, em 2019 e com 58 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Moinhos
Páginas: 58
Ano: 2019
Edição:
Linguagem: pt_BR
ISBN:
ISBN13: 9788545557395
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Moinhos revela um interesse constante pela complexidade das experiências humanas, muitas vezes exploradas em narrativas densas e intensas, que transitam entre a poesia, o romance e o ensaio. O catálogo privilegia obras que expõem conflitos íntimos e sociais, como a violência estrutural, as tensões de gênero e as contradições da memória, em contextos urbanos ou periféricos marcados por desigualdades. A linguagem costuma ser cuidadosa e reflexiva, ora lírica, ora incisiva, com ritmo que oscila entre o fragmentado e o fluido, convidando o leitor a mergulhar em atmosferas que vão do cotidiano à dimensão simbólica. Moinhos publica textos que se debruçam sobre a condição feminina, a marginalidade, o corpo e a linguagem, além de estudos literários que propõem leituras críticas e analíticas profundas.
