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Cada Homem É Uma Raça

Título: Cada Homem É Uma Raça

Autor: Mia Couto

Sinopse: Mia Couto é um escritor sobretudo generoso. Neste livro que reúne onze contos, publicado originalmente em 1990, ele prova isso mais uma vez. Os indivíduos são sempre objeto de fascínio e a descrição de suas vidas jamais traz qualquer julgamento. Com sua escrita poética inconfundível, que resulta num português com a melodia das línguas africanas, ele apresenta um rico universo de vivências de figuras moçambicanas. Se no conto “A Rosa Caramela” acompanhamos os dissabores de uma mulher corcunda que enlouqueceu depois de ter sido abandonada ao pé do altar, em “A princesa russa” a situação é de uma estrangeira que se vê num país desconhecido e com um marido hostil, e se alia a um de seus empregados nativos para sobreviver. “A lenda da noiva e do forasteiro” e “O embondeiro que sonhava pássaros” são exemplos dos contos mágicos e exuberantes de Mia, ao passo que “O apocalipse privado do tio Geguê” e “Os mastros de Paralém” têm um cunho político mais claro.

Contexto da obra

Na ficção, o interesse por um livro costuma começar na história, mas não termina nela. “Cada Homem É Uma Raça”, de Mia Couto, publicado pela editora Companhia das Letras, em 2016 e com 200 páginas, integra a categoria Livros de Ficção. Por isso, o livro tende a ganhar mais presença quando o leitor observa também como a história é contada.

Editora: Companhia das Letras

Páginas: 200

Ano: 2016

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 8535928529

ISBN13: 9788535928525

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,258
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,20

Sobre o autor

A leitura dos livros de Mia Couto oferece uma experiência marcada por uma prosa poética que mistura o real e o fantástico, criando imagens vívidas e sensoriais do cotidiano moçambicano. Sua escrita é ao mesmo tempo lírica e carregada de tradição oral, com ritmo que ora se mostra contemplativo, ora urgente, refletindo as tensões de uma sociedade em transição. O foco emocional recai sobre personagens que enfrentam conflitos profundos, desde as marcas da guerra até as complexidades das relações familiares, sempre permeadas por uma delicadeza que contrasta com a dureza das circunstâncias. A narrativa frequentemente se desdobra em múltiplas vozes, alternando perspectivas que enriquecem o entendimento dos temas históricos e culturais. Esse equilíbrio entre a fantasia e a crítica social convida o leitor a refletir sobre a identidade, a memória e a transformação, em um universo onde o poder das palavras se entrelaça com a natureza e a tradição.

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Sobre a editora

Os livros da editora Companhia Das Letras oferecem uma experiência de leitura que varia entre o íntimo e o social, com narrativas que exploram conflitos familiares, questões históricas e políticas, além de temas contemporâneos como violência e memória. O catálogo privilegia obras que mesclam profundidade psicológica e crítica social, apresentando personagens complexos e ambientes que vão do Brasil urbano à paisagem natural, passando por contextos históricos e culturais diversos. Há um equilíbrio entre textos mais narrativos, como romances e contos, e obras informativas ou ensaísticas que dialogam com a história, política e ciências sociais. O tom pode ser tanto reflexivo e melancólico quanto ágil e envolvente, com ritmo que ora convida à contemplação, ora mantém a tensão do suspense.

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