
Título: Cadernos de Lanzarote: Diário III
Autor: José Saramago
Sinopse: «5 de Outubro» A comunicação social portuguesa, em particular imprensa e rádio, comportou-se uma vez mais com acendrado patriotismo, apregoando aos quatro ventos as qualidades que exornam aqueles a que chama, num rasgo verdadeiramente criativo, «nomeados» ou «candidatos» ao Prémio Nobel de Literatura. Está visto que até hoje nenhum escritor português conseguiu embolsar o famoso cheque e dependu rar o colorido e dourado diploma na parede do seu escritório, a culpa tem-na a Academia Sueca, e duplamente a tem porque nem mostra conhecer a literatura que se fez e faz no nosso jardim à beira-mar plantado. (...) Desatentos, desagradecidos, os suecos vão dando o prémio a quem muito bem entendem, após lerem, ao longo de cada ano, atentamente, os jornais do país que já tinham na ideia contempla r. No ano passado (...) os académicos de Estocolmo não fizeram outra coisa (...) que ler jornais japoneses. De tudo isto há que reti rar uma conclusão: escritores, temo-los (sem dúvida magníficos), literatura, temo-la (obviamente estupenda), a nossa pouca sorte é não ter ainda a comunicação social portuguesa encontrado a maneira de se fazer ouvir em Estocolmo.» Este é um extracto do terceiro vo lume dos cadernos de Saramago.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Cadernos de Lanzarote: Diário III”, de José Saramago, publicado pela editora Caminho, em 1998 e com 304 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Caminho
Páginas: 304
Ano: 1998
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9722110446
ISBN13: 9789722110440
Sobre a editora
Os livros da editora Caminho costumam explorar temas sociais, históricos e políticos com uma linguagem que varia entre o rigor e a leveza irônica. O catálogo traz narrativas que transitam entre o drama humano e a reflexão crítica, muitas vezes ambientadas em contextos marcados por conflitos, mudanças sociais e dilemas éticos. A experiência de leitura pode ser tanto densa e metafórica quanto acessível e direta, com obras que dialogam com a memória coletiva e a cultura, incluindo poesia, crônicas e ficção. O tom ora é sóbrio, ora irônico, e o ritmo pode oscilar entre a fluidez narrativa e a intensidade reflexiva, convidando o leitor a pensar sobre o tempo, a história e a condição humana.
