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Cadernos de Um Caçador

Título: Cadernos de Um Caçador

Autor: Ivan Turguêniev

Sinopse: "Para Frank O’Connor, o livro de Turgenev intitulado Memórias de um Caçador (1852) é a melhor coletânea de contos que existe. Um século e meio após ter sido publicada, a obra permanece surpreendentemente atual, ainda que o contexto da mesma, i.e., a emancipação dos servos, tenha cedido a vez aos desastres posteriores da História russa. Os contos de Turgenev têm uma beleza extraordinária; em seu conjunto, a meu ver, são a resposta mais contundente à pergunta “Por que ler?” (sempre, é claro, à exceção de Shakespeare). Turgenev, grande admirador de Shakespeare e Cervantes, divide a humanidade (i.e., os indivíduos propensos a empreender buscas) em dois grupos: os Hamlets e os Dom Quixotes. Ele bem poderia ter acrescentado dois outros grupos, os Falstaffs e os Sancho Panças, que, juntamente com Hamlet e o Dom, formam um quarteto paradigmático da criação de tantos outros seres ficcionais." Harold Bloom - Como e Por que Ler. Em Portugal, o livro se chama Cadernos de Um Caçador e o autor tem o nome grafado como Turguénev. Bloom destaca em sua análise especialmemte os contos O Prado de Bezhin e Kasian da Bela Terra.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Cadernos de Um Caçador”, de Ivan Turguêniev, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2010 e com 187 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Relógio D'Água

Páginas: 187

Ano: 2010

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 9896411034

ISBN13: 9789896411039

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Ivan Turgueniev conduz o leitor a um universo onde o conflito entre gerações e as tensões sociais se desenrolam com uma prosa que equilibra delicadeza e ironia. A narrativa oscila entre o íntimo e o político, revelando personagens cujas emoções complexas se entrelaçam com questões sociais profundas, como o niilismo e as transformações da Rússia do século XIX. O ritmo varia entre momentos contemplativos, que exploram a beleza da paisagem e o pensamento dos personagens, e passagens carregadas de tensão dramática e crítica social. A experiência é marcada por uma construção cuidadosa dos personagens, que não se apresentam como figuras unidimensionais, mas como seres humanos ambíguos e contraditórios. A leitura provoca uma reflexão sobre o lugar da felicidade, do dever e da mudança em um mundo em transformação, deixando no ar perguntas sobre o embate entre tradição e renovação.

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    Sobre a editora

    Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.

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