
Título: Onde Vais, Drama-Poesia?
Autor: Maria Gabriela Llansol
Sinopse: «_____ eu nasci em 1931, no decurso da leitura silenciosa de um poema. Só havia tecidos espalhados pelo chão da casa, as crenças ingénuas de minha mãe. Estavam igualmente presentes as páginas que os leitores haveriam de tocar (como a uma pauta de música), apenas com o instrumento da sua voz. Eu fui profundamente desejada. Profundamente mal desejada e com amor. — A voz está sozinha — disse minha mãe, ainda eu estava no seu ventre, a ler-me poesia. — Não por muito tempo — responderam àquela que me iniciava na língua. E eu nasci na sequência de um ritmo. Eu nasci para acompanhar a voz, fazê-la percorrer um caminho. De um lado a outro do percurso, não sei o que existe, o caminho caminha, eu deslumbro-me quando o tempo se suspende, e me permite parar a contemplar o espaço sem tempo.»
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Onde Vais, Drama-Poesia?”, de Maria Gabriela Llansol, publicado pela editora Relógio D'Água, em 2000 e com 306 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Relógio D'Água
Páginas: 306
Ano: 2000
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9727085474
ISBN13: 9789727085477
Sobre a editora
Os livros da editora Relógio D'Água apresentam uma leitura que mescla densidade intelectual e narrativa envolvente, transitando entre a poesia, a filosofia e a ficção literária com forte carga reflexiva. As obras frequentemente exploram tensões entre pensamento e ação, passado e presente, individual e coletivo, criando atmosferas que oscilam entre o íntimo e o universal. O ritmo das narrativas varia, podendo ser contemplativo e psicológico em alguns casos, ou marcado por conflitos morais e políticos em outros, sempre com uma linguagem que privilegia a precisão e a profundidade. O catálogo sugere uma atenção especial a temas como a condição humana, o poder, a memória e as contradições sociais, com textos que dialogam tanto com a tradição clássica quanto com questões contemporâneas.
