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Carta Sobre a Intolerância

Título: Carta Sobre a Intolerância

Autor: John Locke

Sinopse: Nesta obra, como em todas as outras, Locke anuncia e prepara o grande movimento do Iluminismo, que culminará com Voltaire. Locke distingue primeiramente as três ordens da força, da razão e da fé. Em seguida, afirma que todos os homens pertencem a duas sociedades: a civil e a religiosa. O problema da intolerância resulta da confusão entre estes dois domínios; a sua confusão é prejudicial quer à saúde do corpo social como à busca da saúde individual. Cabe à força política impedir que interfiram, sem se preocupar nem com a saúde das almas nem da fé, sobre as quais o governo não tem qualquer direito. O poder do Estado não saberia efectivamente estender-se para além dos interesses temporais da sociedade; está aqui um princípio cardinal da filosofia liberal, da qual Locke pode ser considerado fundador. Quanto às Igrejas, são instituições privadas, que não afectam nulamente a colectividade. O estado não pode intervir no seu funcionamento ou regulamentar os cultos a não ser que estes se revelem atentatórios do direito das pessoas ou do bom caminho da sociedade. É o princípio da laicidade do Estado que é aqui colocado, com uma nitidez sem precedentes. Em nome deste princípio, Locke reclama a igualdade de direitos para todos os cultos, sem diferença.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Carta Sobre a Intolerância”, de John Locke, publicado pela editora Hedra, em 2007 e com 99 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Hedra

Páginas: 99

Ano: 2007

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de John Locke conduz a um mergulho em reflexões densas sobre a natureza humana, o conhecimento e a organização política. A prosa se apresenta com rigor e clareza, equilibrando argumentações filosóficas complexas com um ritmo que alterna entre o contemplativo e o incisivo. Há uma tensão constante entre a defesa da razão e da experiência como fontes do saber e a crítica a estruturas autoritárias, o que gera um debate intelectual que permanece atual. O foco recai sobre questões fundamentais como liberdade, tolerância e direitos naturais, convidando o leitor a ponderar sobre os limites do poder e a base da convivência social. Os personagens, quando aparecem, são mais ideias e conceitos encarnados do que figuras narrativas, o que torna a leitura mais densa e reflexiva do que emotiva.

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