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Carta Sobre a Tolerância

Título: Carta Sobre a Tolerância

Autor: Locke John

Sinopse: Nesta obra, como em todas as outras, Locke anuncia e prepara o grande movimento do Iluminismo, que culminará com Voltaire. Locke distingue primeiramente as três ordens da força, da razão e da fé. Em seguida, afirma que todos os homens pertencem a duas sociedades: a civil e a religiosa. O problema da intolerância resulta da confusão entre estes dois domínios: a sua confusão é prejudicial quer à saúde do corpo social como à busca da saúde individual. Cabe à força política impedir que interfiram, sem se preocupar com a saúde das almas nem da fé, sobre as quais o governo não tem qualquer direito. O poder do estado não saberia efectivamente estender-se além dos interesses temporais da sociedade; está aqui um princípio cardinal da filosofia liberal, da qual Locke pode ser considerado fundador. Quanto às Igrejas, são instituições privadas, que não afectam em nada a colectividade. O Estado não pode intervir no seu funcionamento ou regulamentar os cultos a não ser que estes se revelem atentatórios do direito das pessoas ou do bom caminho da sociedade. É o princípio da laicidade do estado que é aqui colocado, com uma nitidez sem precedentes. Em nome deste princípio, Locke reclama a igualdade de direitos para todos os cultos, sem diferença.

Contexto da obra

Na Filosofia, obras como esta costumam ganhar força pela densidade das ideias e pelo tipo de reflexão que propõem. “Carta Sobre a Tolerância”, de Locke John, publicado pela editora Edições 70, em 2014 e com 160 páginas, integra a categoria Livros de Filosofia. Por isso, o contexto da obra costuma dizer bastante sobre a maneira mais produtiva de lê-la.

Editora: Edições 70

Páginas: 160

Ano: 2014

Edição:

Linguagem: PORTUGUES

ISBN: 9724416747

ISBN13: 9789724416748

  • Encadernação: BROCHURA
  • Peso (kg): 0,190
  • Altura (cm): 21,00
  • Largura (cm): 14,00
  • Espessura (cm): 1,00

Sobre o autor

A leitura dos livros de Locke John revela um pensamento que equilibra rigor conceitual e clareza argumentativa, com foco em temas como propriedade, tolerância e a relação entre Estado e indivíduo. A prosa tende a ser densa e precisa, exigindo atenção para acompanhar as nuances das ideias políticas e filosóficas. A experiência é marcada por uma tensão constante entre conceitos abstratos e sua aplicação prática, sobretudo no campo da política e da educação. O ritmo varia entre passagens mais expositivas e momentos em que a reflexão se aprofunda, convidando o leitor a ponderar sobre os limites do poder e a liberdade pessoal. Em geral, o leitor é levado a questionar como se estruturam as bases do convívio social e a natureza dos direitos humanos.

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Sobre a editora

Os livros da editora EDIÇOES 70 propõem uma experiência de leitura que combina rigor intelectual com acessibilidade, transitando entre ensaios filosóficos, análises históricas e reflexões éticas. O catálogo privilegia obras que exploram questões complexas como a ética aplicada, a filosofia política, e a relação entre ciência, sociedade e cultura, frequentemente apresentadas em formatos que vão do texto acadêmico ao ensaio mais didático. Há uma atenção recorrente a temas como a responsabilidade social, a evolução do pensamento humano e a interpretação crítica da história, sempre com um tom que convida à reflexão sem perder a clareza. As narrativas não são uniformes: algumas são mais densas e conceituais, enquanto outras adotam um ritmo mais fluido e acessível, aproximando-se do leitor interessado em compreender o mundo contemporâneo e suas raízes.

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