
Título: Casca fina casca grossa
Autor: Lilian Escorel
Sinopse: “Te dou minha palavra” — tenho a impressão de que Casca fina Casca grossa, primeiro livro de poemas de Lilian Escorel, se organiza em torno desse verso, ou melhor, da conversão dessa frase-compromisso em verso no poema “Palavra”. Porque é o livro de alguém que dedica a vida às palavras — como leitora, professora, tradutora e poeta — e percebe a hora em que, para não se sufocar com “suas” palavras e tudo que guardam dos afetos e atritos do mundo, é preciso desafiá-las. E distribuí-las. Esses poemas em que Lilian dá sua palavra (compromete-se e expõe-se) me fizeram lembrar da exposição “Você me dá a sua palavra?”, de Elida Tessler. Nela, a artista apresenta centenas de prendedores de roupa de madeira com palavras escolhidas e escritas por pessoas de várias partes e línguas do mundo. Lá e cá, o gesto comove: ouvir e fazer ouvir, acolher a palavra alheia, dividir as próprias palavras. Tarso de Melo
Contexto da obra
Na poesia, um livro como este costuma pedir um olhar mais atento para linguagem, ritmo e imagem. “Casca fina casca grossa”, de Lilian Escorel, publicado pela editora Laranja Original, em 2020 e com 76 páginas, integra a categoria Livros de Poesia. Na prática, a força do livro muitas vezes aparece no modo como ele faz a linguagem trabalhar.
Editora: Laranja Original
Páginas: 76
Ano: 2020
Edição: 1
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6586042046
ISBN13: 9786586042047
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,118
- Altura (cm): 20,00
- Largura (cm): 13,00
- Espessura (cm): 0,50
Sobre a editora
Os livros da editora Laranja Original costumam apresentar uma escrita que valoriza a poesia e a prosa com forte carga sensorial e reflexiva, muitas vezes explorando a memória, a identidade e a experiência íntima. A narrativa circula entre o lírico e o ensaístico, com textos que transitam entre o clássico e o contemporâneo, como nas obras que mesclam autoficção, crônica, poesia e investigação histórica. O catálogo sugere um interesse por vozes femininas e temas ligados à sensibilidade afetiva, além de um diálogo constante com a arte visual e a cultura brasileira. A leitura tende a ser densa, mas acessível, com ritmo que ora convida à contemplação, ora à inquietação, revelando uma diversidade que vai do relato pessoal à análise social.
