
Título: CATIVAS LITIGANTES
Autor: Prado Ribeiro
Sinopse: Este livro revela que os povos originários da terra a que hoje chamamos Brasil há muito tempo recorrem à justiça como uma das arenas possíveis de luta contra o avanço da colonização sobre seus corpos e territórios. Quem ainda se surpreende com advogados indígenas defendendo os "parentes" nas mais altas instâncias judiciais do país e do mundo devia saber que seus antepassados já moviam processos nas cortes coloniais desde pelo menos o século XVIII, recorrendo das decisões, se preciso, até que o assunto fosse apreciado pelo rei de Portugal. Eis as "cativas litigantes" descritas nestas páginas: indígenas, sobretudo mulheres, que foram aos tribunais da época com o objetivo de libertar a si e a seus familiares da escravidão a que estavam submetidas nas regiões do Pará e do Maranhão — e, na maioria das vezes, conseguiram. Com esta premiada pesquisa, Luma Ribeiro Prado ilumina questões pouco conhecidas da história dos povos ancestrais e do protagonismo das mulheres indígenas em um incessante e admirável processo de resistência ao apagamento.
Contexto da obra
Na História, livros como este costumam ser lidos como forma de ampliar contexto, memória e compreensão de processos. “CATIVAS LITIGANTES”, de Prado Ribeiro, publicado pela editora Editora Elefante, em 2024 e com 336 páginas, integra a categoria Livros de História. Esse contexto ajuda a tornar mais clara a proposta histórica da obra e o tipo de leitura que ela convida a fazer.
Editora: Editora Elefante
Páginas: 336
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 6587235735
ISBN13: 9786587235738
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,320
- Altura (cm): 21,00
- Largura (cm): 13,50
- Espessura (cm): 2,00
Sobre a editora
A leitura dos livros da editora Editora Elefante costuma envolver um mergulho crítico em temas sociais, políticos e culturais, com foco em realidades latino-americanas e questões globais contemporâneas. O catálogo privilegia obras que combinam rigor documental e reflexão teórica, muitas vezes com um tom analítico e um olhar atento às relações de poder, desigualdades e movimentos sociais. As narrativas transitam entre o ensaio, o relato investigativo e a crítica cultural, com ritmo que varia do denso ao acessível, mas sempre convidando à reflexão profunda. É comum encontrar textos que abordam desde a crítica ao extrativismo e ao desenvolvimento até debates sobre raça, gênero, trabalho e meio ambiente.
