
Título: Ciência, curiosidade e maldição
Autor: Jorge Dias de Deus
Sinopse: O fio condutor deste livro é o da verificação da existência duma contradição que tem acompanhado a ciência desde que nasceu nas sociedades comerciais no Renascimento até às sociedades industriais e pós-industriais de hoje e de amanhã. Por um lado, a ciência é a fada boa que torna real o sonho infantil da curiosidade original. Por outro, a ciência é a fada má que manipula, que corrompe, que destrói. Nos textos, a contradição está presente. Há textos que fazem o elogio da ciência. E há também os que fazem a crítica dessa mesma ciência. Porém, houve sempre a preocupação de fornecer informação, de desmitificar os temas científicos, de dar uma perspectiva portuguesa dos acontecimentos científicos, de contribuir para uma atitude crítica quanto à problemática da ciência e tecnologia em sociedade, particularmente na sociedade portuguesa. E qual é o problema em Portugal? Para fazer ciência é preciso que haja cientistas e que haja aparelhagem. Está certo e parece simples. O problema é que não é só isso. Antes de tudo, é preciso que haja ainda uma motivação social, colectiva e uma capacidade organizativa de resposta. Trata-se de um problema cultural e a sua resolução vai exigir não só a participação da comunidade de cientistas e tecnólogos, dos governantes, dos empresários, dos gestores, mas de toda a gente, e em especial dos jovens.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Ciência, curiosidade e maldição”, de Jorge Dias de Deus, publicado pela editora Gradiva, em 1986 e com 176 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Gradiva
Páginas: 176
Ano: 1986
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9726621496
ISBN13: 9789726621492
Sobre a editora
Os livros da editora Gradiva costumam explorar temas densos e reflexivos, com uma forte presença de obras que discutem filosofia, ciência e história em profundidade. A experiência de leitura tende a ser intelectual e instigante, muitas vezes combinando rigor teórico com linguagem acessível, como é o caso de textos que abordam a filosofia da mente ou a história das ideias. Além disso, há títulos que trazem relatos históricos e ensaios que dialogam com acontecimentos contemporâneos e passados, oferecendo perspectivas críticas sobre política, sociedade e cultura. O catálogo apresenta tanto obras mais narrativas, que contam histórias humanas e sociais, quanto trabalhos mais informativos e didáticos, voltados para estudantes e leitores interessados em compreender conceitos complexos. Essa diversidade cria um contraste interessante entre textos que convidam à reflexão profunda e outros que estruturam o conhecimento de forma clara e prática.
