
Título: Cimbeline, Rei da Britânia
Autor: William Shakespeare
Sinopse: Sem colocação Prêmio Jabuti (Tradução) A peça Cimbeline, Rei da Britânia tem sido um tanto subestimada pela crítica shakespeariana. Notoriamente, a partir da reação de críticos racionalistas, como Samuel Johnson e George Bernard Shaw, corre a fama de que o enredo da peça é convoluto, a situação, em dados momentos, incongruente.Por sua vez, as supostas dificuldades do texto têm resultado na sua infrequente encenação. Na verdade, criado por um Shakespeare amadurecido, o texto é extremamente intrigante, sobrepondo tragédia, comédia e até farsa; o verso apresenta um ritmo inusitado, perturbador, um lirismo memorável, e as canções, cantadas ou declamadas, são das mais belas entre as que constam das peças shakespearianas. Passada na Britânia pagã, na época da ocupação romana e do legendário Rei Cimbeline, a ação intensa – que inclui engodo, injustiça, desejo, voyeurismo, rapto, transformismo, mutilação, morte, ressurreição, intercessões sobrenaturais, reencontros, revelações inesperadas e, sendo um romance, reconciliação – apresenta fortes componentes de contos de fadas, assim como no caso das outras três peças congêneres e contemporâneas: Péricles, O Conto do Inverno e A Tempestade. Em que pese a fama de dificuldade, a peça, bem encenada, e livre das restrições do teatro realista, é absolutamente cativante, de vez que contém, entre tantos outros, dois dos momentos cênicos mais célebres e eletrizantesem toda a dramaturgia shakespeariana: Giácomo, na calada da noite, sai de um baú, no quarto de Imogênia, para espreitá-la, enquanto esta dorme à vontade (ato 2, cena 2); e Imogênia, em um momento posterior (ato 4, cena 2), ‘acorda’ ao lado do corpo de Clóten, o parvo pretendente, decapitado, e pensa estar ao lado do cadáver do marido, Póstumo Leonato. A heroína, cujo caráter é um misto de coragem, engenhosidade, impulsividade, integridade e paixão, sobrevivem, literalmente, à injusta acusação de adultério imputada pelo próprio marido. Não é por menos que, na tradição dramática inglesa, atrizes – de Helen Faucit e Ellen Terry, no século XIX, a Peggy Ashcroft, Vanessa Redgrave, Helen Mirren e Judi Dench, no século XX – anseiam pela oportunidade de atuar como Imogênia. Resta-nos tomar conhecimento desse texto fascinante e experimentá-lo nos tablados brasileiros.
Contexto da obra
No teatro, obras como esta costumam ser lidas entre página, voz e cena. “Cimbeline, Rei da Britânia”, de William Shakespeare, publicado pela editora Iluminuras, em 2000 e com 224 páginas, integra a categoria Livros de Teatro. Esse contexto costuma ser útil para perceber melhor a obra como texto e também como gesto dramático.
Editora: Iluminuras
Páginas: 224
Ano: 2000
Edição:
Linguagem: PORTUGUES
ISBN: 8573211725
ISBN13: 9788573211726
- Encadernação: BROCHURA
- Peso (kg): 0,362
- Altura (cm): 23,00
- Largura (cm): 16,00
- Espessura (cm): 1,20
Sobre a editora
Os livros da editora Iluminuras convidam o leitor a uma experiência de leitura que mescla rigor intelectual e sensibilidade estética. O catálogo revela uma predileção por obras que exploram a densidade da linguagem, seja por meio de poesia, ensaios filosóficos ou narrativas literárias que problematizam dilemas éticos e existenciais. A diversidade temática é marcada por textos que transitam entre a reflexão crítica e a expressão artística, com destaque para abordagens que valorizam a complexidade do olhar sobre a arte, a literatura e a condição humana. Em muitos títulos, percebe-se um tom contemplativo, ora introspectivo, ora incisivo, que desafia o leitor a pensar além da superfície dos temas tratados. A editora parece privilegiar obras que dialogam com tradições literárias e filosóficas, mas que também apresentam rupturas e experimentações formais, como o uso do fragmento, do monólogo ou da linguagem poética com forte carga imagética.
