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Claras manhãs de barra clara

Título: Claras manhãs de barra clara

Autor: Helena Parente Cunha

Sinopse: O romance é sempre visto pelo olhar da infância, pois a narradora é uma menina de uns sete/oito anos. É este olhar infantil que nos leva a penetrar nos segredos e histórias do bairro do litoral da Bahia. E é este o olhar que, através de sua janela, vê o mundo, as pessoas que passam, Mãe Donana que socorre os doentes e desvalidos e que presenteia a criançada com suas balinhas de mel. É da mesma janela que se conhecem os miúdos fatos do cotidiano. A escolha da profissão de enfermeira já mostra uma vontade de doar-se, mas Mãe Donana excede esse estereótipo. Pois, além de doar-se a doentes, consolar os aflitos, levar a palavra aos corações infelizes, é politizada e desmistificadora de tabus e preconceitos. Mãe Donana representa as idéias humanitárias da própria autora. Nota-se, à leitura, que a personagem traz um certo inconformismo ético da autora; a não-aceitação do estabelecido, de intolerâncias, das opiniões que se repetem sem fundamento. A história de Mãe Donana se vai desenvolvendo tal o fio de um carretel e lentamente vamos sabendo de seu passado de amor e dor.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Claras manhãs de barra clara”, de Helena Parente Cunha, publicado pela editora Mondrian, em 2002 e com 223 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Mondrian

Páginas: 223

Ano: 2002

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8588615096

ISBN13: 9788588615090

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Helena Parente Cunha traz um encontro com vozes que oscilam entre o íntimo e o coletivo, onde o tempo é sentido como simultâneo e fugaz, atravessando angústias que se repetem e se transformam. Sua escrita pode ser ao mesmo tempo densa e breve, como contos compactos que carregam a tensão dos oprimidos e das pequenas figuras anônimas da existência. Em outras obras, o tom se volta para a poesia experimental e para o exercício da delicadeza diante da morte, com uma linguagem que convida à reflexão e à sensibilidade. O ritmo varia entre o pulsar intenso de imagens sensoriais e a cadência lírica, revelando um olhar atento tanto ao mundo interior quanto a referências culturais e históricas, como a reinterpretação de um poeta lírico italiano. Essa diversidade faz dos livros de Helena Parente Cunha uma experiência marcada pela coragem de explorar a fragilidade humana e as múltiplas formas de expressão literária.

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