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Condottiere, o

Título: Condottiere, o

Autor: Georges Perec

Sinopse: «Quanto a O Condottiere, merda para quem o ler.» Leitor, sê bem-vindo¿ Este breve jato de agressividade diz, à sua maneira, o azedume de Georges Perec, tão dececionado, neste mês de dezembro de 1960, pelo facto de o seu manuscrito ter sido recusado. Quanto ao futuro, evita insultá-lo: «Deixá-lo como está, pelo menos de momento. Retomá-lo daqui a dez anos, altura em que isto se tornará uma obra-prima, ou esperar no túmulo que um fiel exegeta o encontre numa mala velha que te pertenceu e o publique.» Uma vez mais, Perec acertou em cheio. O Condottiere é uma obra de juventude, aguda e surpreendente ¿ e «isto» deu obras-primas, de tal forma ela contém o núcleo dos grandes textos que lhe são posteriores. Retomados, repensados, aqui encontramos os traços que dão a sua energia a livros tão diferentes como Um homem que dorme ou A vida modo de usar. Acabamento: Brochura. Peso: 282g. Dimensões: 23.4 x 15.2 x 0.7.

Contexto da obra

Dentro do catálogo, este livro pode ser situado a partir do tema, da autoria e da proposta editorial. “Condottiere, o”, de Georges Perec, publicado pela editora Sextante (portugal), em 2013 e com 160 páginas, integra a categoria Romance - Estrangeiro. Esse enquadramento pode tornar mais clara a proposta do livro e o tipo de interesse que ele costuma despertar.

Editora: Sextante (portugal)

Páginas: 160

Ano: 2013

Edição: 1ª EDIÇÃO

Linguagem: Português de Portugal

ISBN:

ISBN13: 9789896761660

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de Georges Perec é uma experiência que oscila entre a atenção minuciosa ao cotidiano e uma reflexão profunda sobre a existência e o espaço. Sua escrita pode ser tanto detalhista e quase documental, como nas descrições precisas de ambientes e objetos, quanto introspectiva e até desconcertante, como no mergulho em estados de indiferença ou isolamento. O ritmo varia do contemplativo ao tenso, com personagens que parecem presos entre desejos materiais e a busca por sentido, criando uma tensão entre o mundo externo e a subjetividade. A prosa combina uma precisão quase científica com uma sensibilidade impressionista, convidando o leitor a observar o trivial sob uma nova luz. Essa combinação faz dos livros de Georges Perec uma leitura que provoca perguntas sobre o que constitui nossa relação com o espaço, o tempo e as coisas que nos cercam.

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