
Título: Conta-me coisas de Cuba
Autor: Jesús Díaz
Sinopse: Após ter entrado ilegalmente em Miami vindo de Cuba via México, o estomatologista cubano Stalin Martínez vê-se confinado no terraço da casa do seu irmão, impiedosamente exposto ao sol, sem água para se lavar e praticamente sem comida, até adquirir o aspecto de um balsero, único fórmula possível para que as autoridades dos Estados Unidos lhe concedam asilo político. Aí conhecerá a sua família americana: o seu sobrinho Jeff, a sua cunhada e a irmã desta, Miriam, de quem receberá as maiores, para não dizer únicas, provas de afecto. Aliando com mão de mestre a introspecção do protagonista a um finíssimo sentido da ironia e da ternura, Jesús Díaz traça o perfil de um homem de ideias nobres e gostos simples que, ultrapassado por esta situação absurda, é incapaz de fazer frente aos acontecimentos que se sucedem. O romance aborda assim a realidade cubana dos últimos anos, entre a nostalgia do país e os sonhos de uma vida nova. Um romance magnífico, com um estilo solto, ágil, preciso nas descrições e salpicado de imagens certeiras que nos impelem à gargalhada, mas também a uma certa tristeza.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Conta-me coisas de Cuba”, de Jesús Díaz, publicado pela editora AMBAR, em 1998 e com 275 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: AMBAR
Páginas: 275
Ano: 1998
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 9724304795
ISBN13: 9789724304793
Sobre a editora
Os livros da editora Ambar trazem histórias que transitam entre o íntimo e o coletivo, explorando memórias pessoais e grandes eventos históricos com um olhar sensível e direto. O catálogo privilegia narrativas que combinam densidade emocional e realismo cru, seja em relatos autobiográficos ou romances ambientados em contextos políticos marcantes. A linguagem tende a ser acessível, com um ritmo que ora convida à reflexão pausada, ora mantém a tensão de conflitos humanos intensos. Há também espaço para histórias que resgatam o prazer da oralidade e do folclore, com contos que evocam a tradição da narrativa falada.
