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Contos Gauchescos: Folclore Regional

Título: Contos Gauchescos: Folclore Regional

Autor: João Simões Lopes Neto

Sinopse: Contos Gauchescos de J. Simões Lopes Neto. O protagonista e narrador dos Contos Gauchescos é Blau Nunes -- vaqueano e nômade tropeiro; um homem formado no pampa que conduz o leitor-viajante a uma odisséia através dos pagos. O "velho" Blau é gaúcho pobre e muito viajado -- interlocutor por excelência das rodas galponeiras -- conta episódios em que ele mesmo teve participação, fazendo um relato "autobiografico" do que viu em suas andanças. De permeio nestas aventuras podemos perceber o período formativo de uma sociedade rio-grandense cuja história nos é oferecida indiretamente. |...| uma obra pode ser lida de diferentes maneiras ao longo do tempo, dependendo da pergunta e do horizonte de expectativas do leitor; e da resposta veiculada pelo texto (...) novos sentidos são relacionados à obra - paulatinamente reconhecidos -, como o caráter humano da ficção, a sondagem psicológica, a localização histórica das personagens que habitam a obra, e o regionalismo resultante da vivência campeira e do conhecimento direto do mundo representado" (João Claudio Arendt). |...| As narrativas feitas por Blau misturam realidade e ficção; desfilam memórias próprias e alheias, lembranças de vivências, pessoas e lugares; paisagens e dramáticas situações, dotando essa obra de Simões Lopes Neto de uma linguagem única e distinta. |...| [O Autor]: João Simões Lopes Neto nasceu em Pelotas em 09 de março de 1865. Viveu durante toda a sua infância na Estância da Graça, propriedade de seu avô paterno Visconde da Graça. Na adolescência foi estudar no famoso Colégio Abílio no Rio de Janeiro -- retratado pelo escritor Raul Pompéia em O Ateneu (1888). Ali manteve contato com o que havia de mais moderno no País. Estima-se que ele tenha ido para a capital do Império de Pedro II, em 1878, desta forma pôde ver de perto a efervescência política, gestando a República do XV de Novembro, em 1889, e o processo gradativo de abolição política da Escravidão no Brasil, finalizado em 1888, com a Lei Áurea. |...| No ano de 1882, Lopes Neto retornou para a sua cidade natal onde permaneceu até a sua morte em 1916. Dedicou-se, ao longo de toda a vida, as mais diversificadas atividades profissionais: foi um ativo e constante colaborador dos jornais, revistas e almanaques da imprensa pelotense; escreveu para o teatro, foi empresário, industrialista e comerciante, trabalhou em cartório, etc. Porém, ao dedicar-se à literatura, ora de forma obsessiva ora de forma diletante e despreocupada, mostrou-se capaz de produzir uma obra sólida, de qualidade, cujos méritos só tardiamente puderam ser aquilatados e reconhecidos, anos após a sua morte. O que o transformou em um dos maiores autores regionalistas brasileiros (quiçá, lusófonos!!;) e em cânone da Literatura Gaúcha.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Contos Gauchescos: Folclore Regional”, de João Simões Lopes Neto, publicado pela editora [Porto Alegre] Meridional Ltda., em 2004 e com 144 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: [Porto Alegre] Meridional Ltda.

Páginas: 144

Ano: 2004

Edição:

Linguagem: português

ISBN:

ISBN13:

    Sobre o autor

    A leitura dos livros de João Simões Lopes Neto transporta o leitor para um universo rural e histórico do Rio Grande do Sul, onde a oralidade campeira se mistura com a prosa literária. O tom é ao mesmo tempo coloquial e poético, com narrativas que se desenrolam num ritmo cadenciado, quase como uma roda de causos ao redor do fogo. A voz do narrador, muitas vezes um personagem experiente e viajado, guia o leitor por paisagens e tradições que evocam a cultura gaúcha em sua essência. As histórias variam entre o realismo detalhado e a fantasia popular, criando uma tensão entre o vivido e o imaginado. Essa experiência convida a refletir sobre identidade regional, memória e a relação entre homem e terra, sempre com uma linguagem que valoriza o colorido local sem perder a fluidez.

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