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Cozinha País a País

Título: Cozinha País a País

Autor: Marrocos

Sinopse: Apesar de sua proximidade com a Europa, a cozinha de Marrocos é uma das menos conhecidas pelos europeus. Além dos aromas das especiarias que marcam seu caráter, é preciso acrescentar o limão ou a laranja desidratados, a hortelã e a influência do ras el hanout, uma mistura de especiarias em que se coloca até cantárida (condimento feito de insetos desidratados, como a mosca espanhola, utilizada como afrodisíaco). Há também as águas perfumadas, preparadas com pétalas de rosa ou com flor de laranjeira, com as quais se aromatizam as pastilas , os tayines e as saladas. Embora em menor escala, usa-se também a água de lavanda. O processo de destilação é secular, e realiza-se em muitas casas com um pequeno alambique chamado quettara. Nas cozinhas do país, sobrevive a influência de três culturas -- a muçulmana, a judaica e a cristã -- que se encontraram nos tempos de maior esplendor de Al-Andalus. Há também o legado deixado pela presença francesa nestas terras, ou a marca da cozinha e dos produtos da chamada África Negra, mais patente nas cidades do Sul. Os peritos falam também da influência dos cozinheiros egípcios e explicam que os berberes são os responsáveis pelos tayines e pela harira , do mesmo modo que os árabes são os responsáveis pelas especiarias ou os muçulmanos pelo papel desempenhado pelo azeite, a fruta ou as amêndoas. O pão, os cereais, o leite e as tâmaras são exemplos das influências deixadas pelos beduínos. O peixe tem pouco destaque na cozinha marroquina. Uma dessas exceções é a traga, um guisado feito com mexilhões, peixes de carne branca, lulas, batatas e ovos. A escassa presença dos peixes - frescos, salgados ou defumados - na cozinha do país tem a ver com problemas de conservação, resultantes das condições climáticas. Em algumas regiões, considera-se de mau gosto servir peixe. Este é um país habitado por consumidores de carne, especialmente as de cordeiro e frango, apesar de não dispensarem outras, como a vitela, a carne de camelo nas terras do sul e pombos ou borrachos , cujas carnes constituem grande luxo culinário. A carne de pombo é a protagonista de uma pastila tradicional, na qual é servida envolta em molde preparado com várias camadas de uma pasta muito fina, chamada brick, que serve de base a muitas outras preparações. A pastila , os briuats , os bolinhos de folhas, a m'hancha pertencem a uma família que conta com centenas de receitas. As duas fórmulas mais conhecidas no Ocidente são o tayin e o cuscuz. O primeiro toma o nome do recipiente em que se prepara: um utensílio de barro concebido para guisar juntos todos os ingredientes do prato. O tayin de maior renome é o de carne e legumes, mas há também o tayin de peixe. O cuscuz também conta com utensílio próprio: a cuscuzeira, um recipiente metálico de proporções generosas, dotado de uma espécie de coador que se encaixa na parte alta da panela e que permite, por um lado, preparar o guisado e, por outro, cozinhar o cuscuz no vapor. O principal utensílio culinário deste país são as mãos, ou, melhor dizendo, os dedos. Segundo as normas do manual de bons costumes, só devem ser utilizados três dedos, como o fazem os profetas: o médio, o indicador e o polegar. Comer com quatro ou com cinco dedos é comportamento de glutões, exceto se o conteúdo do prato ficar macio demais.

Contexto da obra

Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Cozinha País a País”, de Marrocos, publicado pela editora Folha de São Paulo, em 2006 e com 58 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.

Editora: Folha de São Paulo

Páginas: 58

Ano: 2006

Edição:

Linguagem: português

ISBN: 8516051986

ISBN13: 9788516051983

    Sobre a editora

    Os livros da editora FOLHA DE SAO PAULO oferecem uma experiência de leitura que combina rigor documental com narrativa acessível, frequentemente explorando temas históricos, artísticos e culturais. O catálogo privilegia obras que detalham trajetórias de artistas, músicos e personagens históricos, muitas vezes ilustradas com fotografias e documentos que enriquecem o contexto. Há um interesse claro por temas que envolvem a memória, seja por meio de biografias, coleções dedicadas a movimentos artísticos ou relatos de períodos marcantes da história. O tom varia do didático ao mais narrativo, com textos que buscam informar e também envolver o leitor, sem perder a objetividade.

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