
Título: Debaixo de chuva, relâmpago e trovão
Autor: Fermín Eloy Acosta
Sinopse: Quatro mulheres - uma delas acaba de falecer - e um homem atravessam o país rumo a um povoado onde a morte pediu para ser enterrada. Em uma labiríntica Argentina profunda, os personagens constroem simultaneamente mapa e território pelos quais se movem enquanto aguardam a chegada da tormenta final. Mais do que uma sombra terrível, é uma voz, ou o eco de uma voz, que ressoa pelos pampas e percorre a trama de DEBAIXO DA CHUVA, RELÂMPAGO E TROVÃO: a voz de uma mulher em busca de sua destino final, a voz de uma morta que questiona, indaga, dá ordens. Uma voz que empurra Rudes, Elena e a narradora a percorrerem, com o caixão às costas, a distância sempre imprecisa até Villa Evangelina, local onde a morta pediu para ser enterrada. A viagem destas mulheres vai deixando um sulco num tempo vagamente localizado em algum ponto do século XIX e num espaço de contato direto com uma natureza que já não existe: ervas, flores, plantas, animais, céus, horizontes. Um campo cheio de ameaças e possibilidades, um campo que abre as portas para a verdadeira experiência. constrói, com um ouvido notável, uma estranha linguagem que funciona como ponto de condensação de um universo ao mesmo tempo fantástico e marginal.
Contexto da obra
Quando a classificação é mais ampla, o contexto do livro costuma depender ainda mais de autoria, tema e edição. “Debaixo de chuva, relâmpago e trovão”, de Fermín Eloy Acosta, publicado pela editora Peabiru, em 2024 e com 203 páginas, integra a categoria Livros Variados. Por isso, autoria, edição e tema acabam tendo ainda mais peso na forma de apresentar o livro.
Editora: Peabiru
Páginas: 203
Ano: 2024
Edição:
Linguagem: português
ISBN: 6585631080
ISBN13: 9786585631082
Sobre a editora
Os livros da editora Peabiru convidam a uma imersão em narrativas densas e poéticas que exploram as marcas da história e da memória na América Latina. Suas obras frequentemente apresentam personagens que enfrentam opressões sociais, políticas e culturais, muitas vezes em cenários marcados por ditaduras, colonialismo e tensões identitárias. O tom costuma ser intenso, ora lírico, ora sombrio, com ritmo que alterna entre o fragmentado e o coral, revelando múltiplas vozes e temporalidades. O catálogo sugere uma preferência por histórias que misturam realidade e fantasia, com uma atenção especial para as experiências femininas e as genealogias ocultas. Há obras mais narrativas e outras que se aproximam do ensaio poético, criando um diálogo entre o factual e o imaginário.
